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O Launge VI

agosto 23, 2016Ricardo Santo


No launge Sandra equacionou os cenários possíveis daquele sedutor festim apresentado por Mónica. Na sua mente ainda faziam eco as suas últimas palavras, Que me dizes? Interessada em nos acompanhar ao privado? A opção mais simples seria descartar o convite do casal e aguardar o regresso de Maria para assistirem ao espetáculo mas, fazia parte da sua essência dissecar o outro lado, aquele mais intrigante, aquele onde era levada a sair da sua zona de conforto e desta vez, apresentava-lhe um mundo de novas sensações por explorar. A ideia de servir de prenda de aniversário para o André era sem dúvida eloquente e cativante, afinal de contas, tinha sido a curiosidade que a tinha trazido aquele espaço e estava ali para aproveitar a noite ao máximo. Em tempos remotos tinha tido oportunidade de partilhar um ménage a trois com um outro casal de bons amigos, na altura a situação acabou por não se proporcionar por diversas razões mas, o fetish de realizar a ousada experiência mantinha-se vivo na sua mente e tinha agora em mãos uma bela oportunidade para ser finalmente concretizado. Estava decidida a usufruir de toda a luxuria que o casal lhe poderia proporcionar, aceitar a arrojada boleia e ir até ao fim da viagem sem prever qualquer ponto de retorno, esta noite iria ficar tatuada para sempre na sua mente e corpo.

Mónica não necessitou de confirmação, a intensidade presente no olhar de Sandra era tão expressiva que permitiam a ausência de qualquer palavra, a bela jovem estava disposta a participar na festa de aniversário. Abandonaram a pequena mesa seguindo caminho por um corredor recôndito no fundo da sala, era algo estreito o que obrigou Sandra a caminhar uns passos atrás do casal. O espaço apresentava-se sem grande mobiliário decorativo e a iluminação era quase nula, apenas proveniente de alguns privados. O aroma no ar mudou rapidamente, o intenso cheiro a tabaco da sala de espetáculo dera lugar a uma mistura de perfumes e corpos suados. Não muito longe eram percetíveis gemidos de prazer, consumados entre murmúrios e gritos abafados que inundavam o corredor, Sandra não resistiu e ficou imediatamente molhada entre as pernas. As cortinas dos dois primeiros privados estavam corridas mas foi possível espreitar para o seguinte, um espaço envolvente composto por uma cama cheia de enormes almofadas decorativas sendo o teto totalmente espelhado. Ao fundo Sandra identificou algumas peças de lingerie e um sapato de salto alto espalhado pelo chão. Num sofá de cabedal preto estava sentada uma morena com a marca do bikini bem vincada na pele e completamente deliciada com o sexo do parceiro. Pela sua expressão de prazer estava a rejubilar o aquele felattio. Sandra sentiu o coração a disparar com a provocante cena que se passava naquele local, imaginando se André também teria uma verga tão intensa como aquela.

André afastou a cortina preta no privado seguinte, deixando cavalheiramente a sedutora dupla feminina invadir o espaço em primeiro lugar. O local era ligeiramente diferente e maior que o anterior, o teto espelhado dera lugar a diversos focos de luz, o sofá tinha desaparecido e apenas uma enorme cama redonda se exibia para os receber. Num dos cantos uma porta oferecia a entrada para o wc, cravado na madeira ao centro encontrava-se um Pentagrama negro brilhava, uma estrela composta por cinco retas e que possuía cinco pontas, o mesmo símbolo que a empregada Benedita que conheceram no início da noite tinha tatuado no seu tornozelo direito. As paredes do privado estavam pinceladas em tom de carmim bastante envolvente sendo o chão totalmente composto por longas tábuas de madeira envelhecidas. Mónica não demorou a soltar o seu vestido curto, ostentando um exuberante corpete preto semi-rendado sobre aquele corpo luxurioso. Perto do ombro direito, um ligeiro pormenor, uma pequena frase tatuada if you wish, you can. Sandra ficou incrédula com a beleza que aquela ruiva safada emanava, o volumoso peito saltava obviamente à vista deixando-lhe água na boca e os bicos dos mamilos eretos, aquela cabra sabia perfeitamente como a atiçar os seus sentidos, fazia tempo que não estava perto de uma mulher tão sedutora. Enquanto Mónica se esgueirava para cima da enorme cama o aniversariante André baixara a intensidade das luzes, deixando o espaço embrulhado num lusco-fusco envolvente, refugiando-se em seguida no interior do wc. Parecia que a ação estava destinada a começar pelas duas.

Continua...

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