Diário de Maria

O Encontro V

julho 28, 2014Ricardo Santo


Patrícia abriu a porta do apartamento a custo, os seus pés inchados arrastavam-se e sentia-se bastante cansada após mais um turno no McDonald’s da segunda-circular da capital. Aos 25 anos fazia o turno da noite na cadeia de fast-food, o ordenado não era nada de especial mas sempre servia para ajudar a pagar as propinas na faculdade, nesta altura de crise todo o dinheiro era bem-vindo e a sua vida estava praticamente preenchida entre o trabalho e o estudo, já nem se recordava da última vez que tinha estado com o namorado. Já fazia três anos que tinha saído de casa dos pais em Évora para rumar à grande metrópole, sempre tinha tido a ambição de viver em Lisboa, mergulhar no ambiente nocturno, nas artérias palpitantes de gente. Tinha conhecido Madalena há um largo par de anos, ainda criança, tinham crescido juntas no Alentejo até a família se decidir mudar para outras paragens. Foi um desgosto muito grande mas, apesar do afastamento, nunca deixaram de falar e colocar a conversa em dia. Assim sendo foi com enorme agrado que aceitou o convite de Madalena para partilhar casa quando soube que tinha ingressado em Direito, finalmente iria ter oportunidade de cumprir o seu sonho e rumar à capital. Patrícia entrou no apartamento fechando a porta ferrugenta atrás de si. Colocou as chaves no pequeno móvel preto e arrastou-se pelo longo corredor, estava morta, desejosa de cair na cama e aproveitar os dois dias seguintes de folga. Tinha equacionado rumar a Évora e rever os familiares mas, sentia-se tão cansada que rapidamente tinha desistido da ideia. Enquanto caminhava pelo corredor observou luz a abandonar o quarto de banho, água escorria abundantemente na banheira, Madalena estava novamente a deliciar-se no seu banho relaxante a altas horas da madrugada, aquela morena sensual perdia horas de vida dentro daquela banheira, a conta de água daquele apartamento era sempre um desatino e no verão subia para valores quase proibitivos para os seus bolsos.

Enquanto percorria o corredor começou a desabotoar os botões do seu camiseiro preto semitransparente, não possuía mangas e por baixo somente vestia um top preto sem soutien. Não tinha sido muito abençoada no peito e sempre que possível dispensava a roupa interior. Chegou à entrada do quarto de banho já sem botões por desapertar invadindo o pequeno espaço sem bater na porta tal era a cumplicidade que reinava entre as duas. Imobilizou-se estupefacta perante o cenário que observou entre o vapor de água. A colega de apartamento totalmente nua a tomar banho, cabelo apanhado, sentada na banheira apertando os mamilos erectos que despontavam no seu peito e, uma estranha figura sentada no pequeno banco de madeira, observando a acção com detalhe e entusiasmo. No seu corpo os batimentos aceleraram, galopando a cada segundo passado, o inesperado da acção fez o seu sangue ferver em poucos instantes, entrando em ebulição somente por ter interrompido aquele momento luxurioso. Já não era a primeira vez que observava a companheira nua ao longo dos anos, sentia uma inveja descomunal do seu corpo vistoso e da sua voluptuosidade. Por vezes Madalena até trazia alguém lá a casa e eram longas as maratonas de sexo naquele quarto, algo que a deixava completamente a salivar. Uma das vezes até chegou a se masturbar somente fantasiando com os gemidos e gritos que ecoavam pelo apartamento. Patrícia não conseguiu emitir nenhum som da sua boca e foi a própria Madalena que lhe ofereceu aquele sorriso maroto e provocador tão seu, dando perfeitamente a entender o que se passava, sem dúvida que já estava a mais naquele espaço, era hora de sair e deixar a dupla sozinha no seu prazer íntimo e privado. Recuou uns passos mas foi impedida de seguir o seu caminho, o estranho segurou-lhe a mão observando-a com aqueles olhos castanhos-escuros intensos, penetrando-lhe a mente, violando o seu interior somente com o olhar. Quem seria aquele vulto ousado? Como se atrevia a observa-la com tal luxuria? Num gesto inconsciente levou os braços ao peito, cruzando-os sobre o top preto, por onde os seus mamilos já estavam a querer despontar...

- Fica por favor, não te assustes
- Eu peço desculpa não queria incomodar, eu não sabia
- Eu é que peço desculpa, não te sintas constrangida
- Essa constrangida? Tira mas é essa roupa e junta-te a mim na banheira
- E não te faças de sonsa comigo
- Qualquer dia já tens teias de aranha nessa cona
- A água está deliciosa, anda dai
- Não vês que temos audiência e tudo
- Hoje temos direito a festa


Continua...

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6 comentários

  1. Estou anciosa para ver aonde vai esta loucura :P

    Beijo

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  2. Girl With Tattoo

    Que venha ela então...
    ... A loucura

    Um Beijo

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  3. OMD estou a adorar... É uma narrativa intrigante e com a possibilidade de acontecer na vida real...

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  4. Carolinda

    Bem-Vinda a este canto de prazer. Ainda bem que estas a adorar. Tudo o que encontras por aqui pode acontecer na vida real ;)

    Um Beijo

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  5. Vontade de entrar na banheira... hummmm... ;)

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  6. apertadinha demais

    Bem-Vinda a este canto de prazer.
    A banheira possui espaço ilimitado, estás à vontade para entrar...

    Um Beijo

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