Diário de Maria

A Vila VI

novembro 27, 2013Ricardo Santo



O cheiro no interior daquele anexo inebriava as três fêmeas que partilhavam o pequeno espaço, a busca pelo prazer marcava presença, misturando-se entre suores e corpos escaldantes, era por demais evidente que ninguém queria ceder havendo o intuito de aproveitar ao máximo a luxuria. Maria extasiada deitou-se na cama desnudada de preconceitos, observava atentamente a dupla de loiras a beijar-se de forma provocadora, saboreando-se e alimentando-se de forma quase sôfrega num espectáculo digno de ser visualizado, pouca coisa superava a sensualidade do corpo feminino. Maria tentou em vão juntar-se à dupla sendo impedida num gesto brusco pela loira da tatuagem tribal num claro sinal que deveria manter-se à margem e apreciar a acção como um simples voyeur. Poucas foram as palavras que Maria pronunciou nos minutos seguintes, limitando-se a ficar sentada na cama, pernas ligeiramente abertas e dois dedos a deslizarem vagarosamente pelos lábios da sua alagada cona. A loira mais baixa sentou na cadeira de madeira apoiando-se com as costas, as suas pernas foram elevadas no ar pela parceira tatuada que se tinha ajoelhado para o efeito. Sentiu entre as pernas a mesma sensação que Maria tinha sentido anteriormente com aquela boca e língua a usurpar a sua carne de forma magistral, os lábios eram sugados e devorados numa excitação extrema arrebatando todos os seus sentidos. Sentia-se tão encharcada que tinha dificuldades em identificar se a humidade era sua ou oferecida pela saliva da parceira, somente sentia o seu corpo a estremecer com tamanha volúpia. O seu clitóris esse há muito que tinha despontado de tanto tesão ser necessária qualquer estimulação, a sua mente encarregava-se de alimentar aquela zona erógena. Gemeu ao sentir dedos a violarem o seu interior, primeiro dois, depois três, num ritmo e compasso constante que lhe roubava o folego a cada segundo, sentia-se perdida. Arfou por diversas vezes enquanto olhava Maria nos seus olhos castanho-escuro, era puro deleite, a libertação aproximava-se, apertou violentamente os mamilos com a ponta dos dedos deixando-se ir, soltando um berro estridente que ecoou no anexo durante uma eternidade...

Continua...

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