Diário de Maria

A Vila III

maio 30, 2013Ricardo Santo

 
 
Maria empurrou a medo a porta do anexo, o coração batia galopante por antecipação, equacionou que a porta tivesse trancada mas para seu espanto somente estava encostada. Invadiu o pequeno complexo sem ser notada a sua presença, por alguns segundos deliciou-se com a visão que incidia sobre o seu olhar, uma loira sentada na cama, a parceira tatuada sentada sobre ela de forma luxuriosa, oferecendo os seus mamilos erectos a uma boca gulosa que os sorvia e devorava com prazer. Os seios eram acariciados por mãos delicadas, apertados de forma intensa, desejou de imediato o mesmo tipo de tratamento, estava extasiada e não se fez de rogada, pousou a mala e o casaco de ganga da Stradivarius em cima de uma pequena mesa de apoio e com audácia aproximou-se da dupla. Foi observada de cima a baixo pela dupla loira que se espantou com a surpresa, não era habitual receberem visitas, muito menos inesperadas. Inquietadas pararam as caricias e não conseguiram esconder algum desconforto pela premeditada invasão.


- Peço desculpa não queria incomodar, não necessitam de parar por minha causa.
- Quem és? Como entraste aqui?
- Sou sobrinha da Fernanda, chamo-me Maria e ando à procura dela. Fiquei de passar por cá hoje para recolher uma tenda de campismo por empréstimo.
- Toquei mas ninguém atendeu e quando vi a porta da vivenda aberta resolvi espreitar, desculpem não queria parecer indelicada.
- Não tens de pedir desculpas, somos hóspedes da Fernanda, chegamos ontem do sul de Espanha, ela deixou-nos ficar com o anexo alguns dias. Daqui rumamos para o Algarve para nos juntarmos a uns amigos.
- Mas diz-nos Maria, espreitavas-nos há muito tempo?
- Confesso que sim, há um bom par de minutos, não consegui resistir ao que se passava, nem deu para desviar o olhar.
- Agradou-te a visão?
- E de que maneira meninas, mesmo muito, será que não existe espaço para uma morena?


Maria levantou ligeiramente os braços sentindo o vestido a abandonar o seu corpo, puxado pela sensual dupla. Em poucos segundos já tinha perdido as sandálias da Pepe Jeans e desconhecia o paradeiro do soutien. Num ápice estava deitada sobre a cama com a loira de tatuagem tribal a segurar com garra os seus caracóis volumosos enquanto a beijava de forma graciosa. Perdeu-se nos lábios alheios e língua intensa que saboreava com anseio, era simplesmente deliciosa. Enquanto trocavam carícias e a saliva escorria conseguia sentir os lábios do seu sexo a ficarem completamente encharcados de tanto tesão acumulado. Partilhou em seguida aquela boca voluptuosa num trio explosivo que incendiava todo o espaço envolvente, nada mais existia para além daquele círculo de sensualidade. Beijos no pescoço, mãos delicadas deslizando pelas costas, cabelos puxados, seios acariciados, mamilos puxados, um turbilhão de prazeres que se misturavam invadindo o seu corpo inquieto, quebrando qualquer réstia de resistência ou preconceito. Mergulhou deixando-se levar pelo desejo quando sentiu as cuecas a descerem pelas pernas...


Continua...

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