Diário de Maria

A Vila II

abril 10, 2013Ricardo Santo



Maria sentia o coração a palpitar no seu interior, estava visivelmente assustada, equacionou voltar a espreitar para dentro do anexo, ou simplesmente dar meia volta e sair da vivenda rumando a casa. Temeu que o vulto não fosse a sua tia Fernanda, poderia haver problemas por ter invadido o recinto sem permissão, não queria problemas com assuntos familiares, a sua mãe até se ia passar se soubesse. No entanto a curiosidade falou mais alto, Capricórnia convicta aproximou-se lentamente, colocou-se em bicos de pés e voltou a espreitar pelo vidro empoeirado, simplesmente não estava preparada para observar a acção que se desenrolava no interior. Por entre a luz que iluminava o anexo, dois corpos nus davam largas à sua imaginação em cima da cama, ambos femininos e por sinal bastante atrevidos, numa dança de ousadia que a fez intuitivamente abrir a boca de espanto. Beijavam-se e acariciavam os corpos de forma luxuriosa, quase irrealista, numa entrega arrojada, como se estivessem a recriar uma cena de um filme erótico dos anos 80. Os lábios misturavam-se com línguas, os cabelos loiros eram afagados por dedos que se entrelaçavam pelo meio, mãos exploravam os corpos famintos, mamilos despontavam erectos e duros de tanta excitação acumulada entre os dois seres. Maria nem acreditava no que via, parecia que tinha sido transportada no tempo, estava completamente arrebatada pela gozo que invadia os seus olhos castanho-escuros, rapidamente a temperatura do seu corpo se elevou uns quantos graus, ao ponto de sentir o vestido a colar-se. O coração esse continuava a bater violentamente, não de susto como da primeira vez mas sim de inquietação, de ansiedade, não conseguia desviar o olhar da acção entre aquelas quatro paredes. Sentadas sobre a cama por fazer, as duas loiras devoravam-se literalmente deixando Maria num estado de hipnose, mãos deslizavam pelos corpos sem esforço, percorrendo todas as saliências e locais de prazer. Ora acariciavam os seios apertando os mamilos, ora desciam pelas costas rumo às ancas, cravando unhas nas nádegas, parecia que valia tudo, sem qualquer tipo de limites. Reparou que a loira mais alta tinha uma tatuagem tribal no início das costas, bem perto da nuca, esse pequeno detalhe foi o suficiente para lhe despertar a líbido e ver-se obrigada a juntar-se à dupla, o desejo falava mais alto, não havia outro desfecho, era impossível manter-se ali parada observando a acção de calma e tranquila, já o tinha feito no passado mais do que uma vez, há algum tempo atrás na sua própria casa espreitando a sua mãe no quarto com um homem mais novo e mais recentemente na mansão ao observar o estranho a penetrar por trás uma estonteante loira de cabelos compridos. Apesar de estar no seu sangue o voyeurismo e de estar a proporcionar um deleite enorme, esta vez ia ser diferente porque não se ia ficar, onde estão dois corpos cabem três e desejava ser a morena no meio das loiras….


Continua...

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4 comentários

  1. Santo Diabinho,
    Sou mulher suficiente para em quase, quase 20 anos ter tentado esquecer esse passado... em vão! Há histórias e amores que são para sempre!
    Beijo e boas fantasias

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  2. Nossa,me chamo Mharia(risos)gosto de ficar olhando(risos)mas nunca tive a oportunidade do "ao vivo",(risos)e juntar-se a elas então....(risos)espero anciosa a continuidade desse conto,bjks!

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  3. Também eu fiquei de boca aberta, seca...sedenta daqueles beijos...de sentir aquele toque, a respiracao no meu ouvido....

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