Diário de Maria

O Prazer V

janeiro 24, 2013Ricardo Santo



  O Prazer  ----  O Prazer II  ---  O Prazer III  ---  O Prazer IV

Foi nos seios que a estonteante loira sentiu o primeiro toque, suave, caprichoso, pleno de ousadia. Arqueada na parede, aceitou receber a invasão do estranho, ansiava-o desde que cruzara olhares com ele no interior da mansão, nunca jogava para perder e tinha agora a sua oportunidade. Fechou os olhos lentamente, a sua mente já viajava em antecipação, antevendo o desenrolar da luxuria, enquanto sentia as mãos hábeis a percorrer o seu corpo, deslizando num jogo inquietante que a deixava totalmente arrepiada. Os mamilos esses já despontavam, erectos e rijos, como que suplicando por atenção. Aos poucos o corpo começava a sentir os efeitos da incursão, começava a contorcer-se por cima dos saltos altos, a temperatura a aumentar, a respiração ligeiramente mais acelerada, ameaçando mergulhar num completo estado de embriagues. Ao longe a loira conseguia ouvir os gemidos abafados de prazer, asfixiados pela porta fechada, eram excitação redobrada para os seus ouvidos e contribuía ainda mais para incendiar o ambiente. Os lábios do sexo latejavam sentindo a urgência do toque, o sangue corria no interior espalhando veneno a cada saliência do seu sensual corpo. Adorava o início de cada viagem, os primeiros sinais enviados à mente pelo seu corpo febril, o ligeiro aumento do ritmo cardíaco, a respiração mais pausada e prolongada devido à parca inspiração de oxigênio, o ligeiro formigueiro que se apoderava da sua pele tal e qual como agora acontecia com a incursão daquele estranho.

As audazes mãos do estranho deslizavam pelas costas da loira inebriando os sentidos, contornando os ombros com suavidade, descendo pelo peito firme, invadindo o ventre, trespassando as ancas, tactuando a pele arrepiada. Dedilhou pelas nádegas sentindo o tecido preto de lycra na palma das mãos, afastou-o ligeiramente com o polegar, o suficiente para que dois dedos efectuassem uma incursão exploratória ao interior do seu sexo. Estava completamente encharcada o que ajudou na invasão repentina. Gemeu sem pudores que ecoaram pelo corredor numa simbiose de sentidos violados, obrigando-se a mexer as ancas para receber a propagação de bem-estar. Cada penetração arrebatava o seu ritmo cardíaco que aumentava descompensado no seu interior, sentia os dedos ousados a remexer no seu interior, profanando as suas entranhas de forma voluptuosa. Resistia a cada estocada, queria mais, os dedos não chegavam para a saciar, suplicou uma e outra vez entre murmúrios tremidos, queria o sexo teso e hirto do estranho a penetra-la ardentemente, queria ser desflorada no meio do corredor sem qualquer tipo de pudor ou vergonha. Foi então que sentiu os dedos a abandonar o seu interior, o seu néctar abundante a deslizar pelas pernas em pequenos fios, antecipou mentalmente os próximos segundos e gritou, alto, bem alto, ao sentir o sexo a penitenciar o seu rabo...

Continua...

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4 comentários

  1. Vício de Ti

    Obrigado pela visita ao meu canto de pecado e luxuria. A palavra "interessante" pode ser usada e entendida de diversas formas. Espero que encontres por aqui algo que confirme essa teoria...

    Aguardo pelo teu regresso
    Beijo *

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  2. O Diário de Maria está cada vez melhor...

    Não pares... dás-me grandes prazeres com a tua escrita.

    Penso que já te-o tinha dito... :)

    Beijos quentes em ti

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  3. OM Nu(a)nce

    Obrigado pela tua visita. Prometo que o diário estará mais actualizado para poder continuar a presentear os leitores com a minha escrita. Agradá-me que me recebas desse lado.

    Beijo *

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