Diário de Maria

O Bairro IV

novembro 18, 2011Ricardo Santo



Devido à extensão dos contos e a pedido de várias famílias, o tamanho da letra e o número de parágrafos foi aumentado bem como o espaçamento entre linhas de forma a melhorar a leitura

Tânia deleitou-se no enorme sofá degustando o momento e recuperando paulatinamente a respiração. Sentiu-se encantada com a forma como o estranho a tinha trabalhado e conduzindo ao maravilhoso orgasmo, um verdadeiro requinte diga-se de passagem. Fechou os olhos deixando o corpo inebriado desafogar, sentia a t-shirt totalmente colada ao corpo, passou a língua pelos lábios secos, pequenos flashes da acção atingiam a sua mente inquieta fazendo-a reviver o luxurioso momento, ainda se sentia inebriada, esticou os braços deixando-os perdidos pelo apoio do sofá, estava no céu mas… não totalmente satisfeita. O estranho aproximou-se da enorme janela do apartamento, o maço de Lucky Strike já percorria as suas mãos retirado do bolso do casaco. Ameaçava chover em Lisboa, muitas nuvens no horizonte. Acendeu um cigarro sem pressa ficando a contemplar a noite. Retirou o telemóvel do bolso e acedeu ao menu de mensagens onde tinha a SMS por ler, conhecia perfeitamente o nome do remetente: “You can run but you can’t hide”, tinha de reconhecer o sentido de humor de Maria, era uma miúda persistente, por momentos pensou se não estaria a proceder de forma errada, afinal de contas só estava a prolongar o inevitável. Terminou o cigarro, voltou a guardar o telemóvel no bolso e regressou ao sofá, estava na hora de continuar a acção.

morena continuava deitada mas agora de olhos bem abertos contemplando os seus. Os olhares cruzaram-se falando um com o outro no silêncio nocturno, transmitindo anseio e sensualidade. Despiu a camisa preta para o soalho exibindo à fêmea o seu corpo cuidado e torneado. Tânia ergueu-se sempre a olhar nos seus olhos castanhos e sentou-se no sofá na sua frente, retirou a t-shirt com sensualidade revelando um peito apresentável coberto por um aprimorado soutien de cor branca com alças extremamente finas. Observou o estranho a desviar a atenção para a sua prateleira generosa, sorriu internamente, afastou o longo cabelo e durante alguns segundos deixou-se comer com o olhar. Pela segunda vez na noite soltou o cinto do estranho e desapertou os botões das calças de ganga. O sexo teso e pujante ameaçava abandonar os boxers justos da Sloggi, apertou-lhe o rabo cravando as unhas nas nádegas aproximando-o mais de si, com o queixo afastou o elástico do tecido e abocanhou o membro fazendo-o desaparecer suavemente no interior da sua boca, estava a ferver e ainda continha o seu sabor. Enquanto se deliciava no vai-e-vem fez cair os boxers até aos joelhos ficando com aquele pau erecto totalmente à sua mercê. Recreou-se sorvendo o sexo duro que invadia a sua boca, a sua mão deslizou para o interior da sua tanga molhada e duplicou-lhe o prazer por alguns minutos, aumentando os graus centígrados do seu corpo.  

O estranho sentou-se no sofá não cabendo em si de tentado. Estava na hora de terminar com os preliminares e avançar no acto. Tânia na sua frente presenteou o estranho com mais um momento de tentação, num jogo de erotismo premeditado afastou as alças dos ombros, uma por uma deslizando num movimento sensual e fez soltar os colchetes do soutien com uma subtileza invejável, hipnotizando o voyeur que se deliciava à sua frente. Com os braços junto ao corpo segurou o soutien enquanto subia sobre as pernas do macho, sentou-se na sua frente olhando-o bem profundamente nos olhos castanhos-escuros, vergou-se lascivamente e aproximou o tecido à boca do estranho sussurrando-lhe que o removesse com gentileza. As suas palavras foram uma ordem e rapidamente os seus seios eram presenteados com o sabor quente da sua boca, aniquilando cada saliência dos seus mamilos erectos e repletos de tesão. Tânia envolveu os braços na sua cabeça forçando-o a consumir a sua luxúria, a provar o seu veneno, sentindo-se incendiada e arrebatada a cada passagem mágica de língua. Foi forçada a fechar os olhos e apertou os braços com mais força ao sentir o seu corpo a entrar em transe, sucessivas descargas de energia percorriam as suas veias de cada vez que os seus mamilos era torcidos e estrangulados entre os dedos do estranho. A dor de sofrimento misturava-se com a dor de prazer gerando uma amálgama que se lhe percorria até às entranhas. Libertou os braços, fez descer uma das mãos pelo voluptuoso peito do estranho, sentindo os seus contornos bem delineados, os abdominais, descendo até ao seu membro erecto, massajou-o com destreza sem conseguir definir se o calor que sentia na mão brotava do sexo ou de dentro de si própria, com tanta exaltação já tinha perdido a noção da realidade.

Saiu de cima do estranho sem largar o membro, ajoelhando-se na sua frente, a sua mão continuava no vai-e-vem de prazer em movimentos ritmados, massajando-o com intensidade,  sentiu o odor masculino que transbordava, adorava aquela essência. Era de facto um belo membro, não muito grosso mas com um tamanho de fazer muita inveja, saboreou-o, acariciando-o de forma experimentada entre as mãos, lambeu e sorveu até o deixar bem molhado a seu gosto e pronto para a acção seguinte, estava na hora de sentir aquele mastro dentro de si. Levantou-se colocando-se de costas para o voyeur, abriu ligeiramente as pernas num movimento sensual ao mesmo tempo que afastava uma das nádegas com a mão bem aberta, oferecendo-lhe uma visão privilegiada dos seus recantos mais húmidos, cativando a sua presa com mestria, queria sentir novamente aquela língua deliciosa a navegar pelo seu interior. Experimentou as mãos fortes a afastarem as suas nádegas, a barba ligeira a raspar na sua pele, estava sedenta de tesão, tentou abrir mais as pernas oferecendo-se, vergou-se rumo ao chão em descontrolo. Foi então invadida por um mar de prazer, deixando-se afogar na maré de tentação que lhe devastava o corpo, explodia de calor, o estranho abocanhava o seu ânus saboreando-o nos seus lábios, a sua hábil língua subia e descia alternando entre os dois buracos, explorando cada recanto da sua gruta, descobrindo cada esconderijo do seu interior. Tânia já tremia, vergada de cabeça para baixo, estava a ficar novamente ofegante, não iria aguentar muito mais tempo naquela posição, as dores nos joelhos já se faziam sentir, soltou um gemido audível quando experimentou a língua a percorrer o seu canal rosado de cima a baixo, desde a ponta do clítoris até à entrada, adorava ser lambida, não dava para mais, tinha de foder imediatamente.

Ergueu-se, afastou as pernas do estranho com as suas e segurou o pujante sexo com a mão direita, baixou-se lentamente fazendo pontaria à entrada da sua gruta de prazer, fechou os olhos e deixou-se enterrar até ao fundo, aguentando o despertar dos sentidos de uma única estocada, gemeu e ganiu de perdição. A morena recreava-se a cada nova estocada no seu interior consumida pelo prazer, aumentava os movimentos de ancas, as mãos trabalhando em harmonia no balançar do corpo, cavalgando a seu belo prazer aquele gostoso pedaço de luxúria que lhe tinha caído do céu no Bairro Alto. Gemia e praguejava ao sentir-se desflorada daquela maneira exuberante, sentia o corpo em chamas, invadido pelo diabo que a queimava por dentro, o seu ventre explodia a cada investida e quase se veio quando o estranho lhe puxou os longos cabelos para trás, fazendo-a tombar sobre o seu peito. Sem parar o movimento sentiu o peito quente nas suas costas, o suor ligeiro, o cheiro inconfundível a macho, a respiração conjunta de dois corpos em sintonia. Notou a mão a subir no seu corpo, dedos exploratórios que lhe proporcionavam o dobro do prazer, arfava começando a notar a perca de controlo sobre a respiração. O estranho excitou-a ainda mais com palavras segredadas ao ouvido, incentivando-a, provocando-a, levando Tânia a aumentar a velocidade das penetrações, adorava ser comida naquela posição, era uma das suas predilectas. Sentiu a sua mama direita toda entranhada na mão do estranho, sendo apertada e massajada com vigor até que esta lhe subiu pelo pescoço apertando-lhe o rosto que se contorcia, melhor seria impossível e somente se conseguia aguentar graças às mordidelas que dava nos lábios. Não ia aguentar muito mais tempo, a tesão aumentava a cada segundo passado a cavalgar aquele membro, aumentou os movimentos nas ancas, penetrando cada vez mais fundo, mais e mais… gemia agora ofegantemente, quase soluçando, a sua boca era agora invadida pelos dedos do estranho que a deliciavam, sorveu-os inconscientemente, estava a delirar, queria-se vir, queria aguentar, queria tudo. Estremeceu totalmente por dentro, não conseguindo mais conter a excitação deu uma estocada final, gritando de prazer e vindo-se em seguida de forma descompensada, acabou por atingir o orgasmo de forma desmedida. Sentiu-se a deslizar pelo corpo do estranho, perdeu as forças durante uns segundos, perdeu-se do mundo real, estava no céu? As suas pernas não respondiam por si, tremiam e contorciam-se à medida que o intenso fogo escalava, tinha o diabo no corpo...

Fim

Prólogo Próximo Conto: O estranho chegou ao bairro de Alvalade já amanhecia na capital, as ruas estavam totalmente desertas aquela hora da madrugada, o tempo estava a piorar e iria certamente chover em breve. Apagou o cigarro no chão e entrou no edifício subindo lentamente pelas escadas até ao segundo andar. Ignorou o elevador, não lhe apetecia esperar. Ao chegar ao patamar notou algo de estranho, um vulto estava sentado a dormir junto da sua porta, ligeiramente tapado por um casaco, não necessitou de muitos segundos para identificar a bizarra personagem... Maria... 

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17 comentários

  1. Aonde vim parar :) :)
    Delicia de história!!!!
    Dá para sentir todas as sensações no nosso próprio corpo..perdemo-nos na luxuria das palavras!
    Acho que encontrei o sitio certo para me perder :)
    "Vida, vem cá, vem. Que eu vou me lambuzar! O que escorrer o acaso lambe"

    Beijos a ferver

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  2. Esmeraste-te no final, a intensidade subiu ao patamar cimeiro, as sensações escorrem pelas palavras.

    Tenho de reconhecer que o estranho desaparece para ficar a ofegante personagem feminina perdida em sensações, que também são as de quem lê.




    Muito bom
    Beijo

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  3. é tao bom conhecermos estranhos...once in a while... sem contratos nem promessas
    escreves bem;) continua
    beijo suave

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  4. Voulait être tes larmes.

    Forth de vos yeux,

    Roll dans votre visage,

    Je termine dans vos lèvres!



    Voulait être votre salive.

    Né dans la bouche,

    Impliquez-vous dans votre langue,

    Être prises à l'intérieur de vous!



    Voulait être votre sueur.

    Drain de votre corps,

    Parcourez vos courbes,

    Je sèche sur vos vêtements.



    Voulait être vos mains,

    avec eux pointant dans ma direction.

    Et une volonté de ne pas le contrôle,

    Tenez sur mon corps et devenir le vôtre!

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  5. O Estranho anda a fumar muito!

    Foi um bom desfecho ;)
    Ahhh, e gostei da nova formatação do texto, facilita a leitura.

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  6. Black Angel

    Welcome to my evil place.
    Ainda bem que gostaste do conto, a transmissão de sensações e intensidade faz parte deste pequeno local. Espero pelo teu regresso no próximo conto, até lá viaja pelos mais antigos e perde-te mais uma vez na luxuria das palavras...

    Beijo

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  7. Me

    Era a última parte do conto, tinha de ir um pouco mais além, mas por vezes nem sempre se consegue. Eu próprio tendo a aventura toda detalhada na mente duvidei se conseguia passar as sensações que queria nesta última parte. Isto de ter perdido a rotina da escrita não se deseja.

    A liberdade com que conduzo a acção faz parte dos meus contos, tão rapidamente uma personagem é a principal como rapidamente desaparece de cena para segundo plano abrindo caminho a outras sensações. Tem tudo a ver com as sensações que pretendo transmitir e onde quero tocar no leitor. No entanto é inevitável que as personagens femininas sejam evidenciadas de forma mais eloquente.

    Em breve um novo aperitivo...
    Beijo

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  8. soft_inblue

    Obrigado pela visita aqui ao meu espaço de aventuras. Concordo que de vez em quando sabe bem encontrar um estranho, um desconhecido assim perdido no tempo e no espaço, no strings attached...

    Espero-te de regresso na próxima aventura...

    Beijo

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  9. EXOTIC - TEEN

    Merci
    Retour plus souvent, baiser

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  10. Lolita

    O estranho é uma personagem muito misteriosa e um fumador compulsivo. Ainda bem que a minha escrita esteve à altura das tuas expectativas. Se gostou do desfecho é porque apreciou a narrativa ;)

    Agradeço as dicas em relação à apresentação do texto. Como sabe o feedback dos leitores é sempre importante para quem está deste lado...

    Para breve teremos uma nova incursão pelo mundo de Maria, espero-te de volta...

    Beijo

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  11. Gosto muito mais assim. Sem Maria os teus contos não têm piada. Ela e o Estranho formam quase que uma simbiose, uma Mandala perfeita, ela na sua simplicidade erótica, ele no seu erotismo simples.

    It's good to have you back.

    Kiss on your front door ;)

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  12. Stargazer

    É tudo uma questão de lógica, o diário é sobre Maria e sobre as suas aventuras mas não pode ser sempre o estranho o foco da coisa. Novas personagens necessitam de entrar e envolver-se na narrativa, embrenhando-se entre os dois. No entanto concordo que quando os dois se juntam num conto a intensidade bate de outra maneira, isso não te consigo explicar o porque, sai de mim...

    Beijo

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  13. Tenho-te a dizer que o final da saga Tânia/Estranho....deixou-me em brasa....

    Estocada...a palavra mágica!

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  14. GataHari

    O estado de ficar embriagada com as palavras que aqui encontra é algo que pode levar a vicio, não se pode acostumar muito.

    Fico contente que tenhas ficado em brasa com este final de conto, adoro transmitir sentimentos e emoções.

    ;)
    Beijo

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. oi. estive por aqui dando uma espiada. muito tesão. apareça por la. abraços

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