Diário de Maria

O Hotel III

junho 16, 2011Ricardo Santo

Imagem roubada daqui 
Invadiram o quarto como loucos, o estranho quase nem teve tempo de abrir a porta tal era o desejo que o consumia, fervia intensamente por dentro. Rita entrou desvairada tirando de imediato as Melissas dos pés que se perderam pelo chão. Olharam-se intensamente alguns segundos, tempo suficiente para caírem nos braços um do outro, beijando-se de forma voraz, o apetite era indescritível. Perderam-se no tempo entre aquelas quatro paredes, lábios que se saboreavam ardentemente, provando-se com aflição, cabelos puxados, lábios trincados, línguas que se uniam sedentas e ofegantes. Rita colocada em bicos dos pés alimentava-se da saliva do estranho, estava completamente inebriada naquele corpo alheio. Num gesto rápido retirou-lhe a t-shirt preta navegando com as mãos pelo peito quente, os seus olhos esverdeados percorriam cada recanto daquele corpo bem cuidado enquanto as suas mãos aventureiras não paravam sossegadas. Sentiu o seu pescoço a ser invadido pela boca gulosa do amigo tremendo de imediato com o choque ao mesmo tempo que procurou apoio na parede. Um espasmo de intensidade percorreu-lhe a coluna vertebral ao sentir a orelha a ser devorada por aqueles lábios sôfregos, fechou os olhos, o seu coração batia de forma descontrolada, deixou-se ir na tentação. Sentiu a camisola a desaparecer do seu corpo e o soutien solto a cair pelo chão, as mãos habilidosas do estranho navegavam pelo seu corpo desnudo inspeccionando cada recanto escondido, brincando com a ponta dos dedos, arrepiando a cada trajectória fazendo-a vibrar por dentro com enorme intensidade. Os seus mamilos despontaram de imediato, erectos, cheios de exuberância, fitavam o estranho implorando a sua boca. O desejo foi realizado como por magia, gemeu ao sentir os volumosos seios apertados entre as mãos, os mamilos desaparecendo entre os lábios, devorados, absorvidos com intensidade provocando-lhe um desejo enlouquecido. Colocou as mãos no cabelo preto do estranho, puxando-o a si a cada nova investida nos seus mamilos, deleitando-se, adorava ser consumida pela luxúria. 


Rita sentiu as leggings a desaparecerem lentamente entre as pernas até abandonarem o seu corpo sensual. Sentado de joelhos, as mãos do estranho subiam de forma exploratória desde os tornozelos fazendo a parceira tremer a cada passagem subtil. Aquele pedaço de mau caminho sabia verdadeiramente mexer com ela, tentou em vão imaginar quanto tempo mais iria aguentar aquele jogo de provocação, estava a atingir o limite, dobrou os dedos dos pés para se controlar. O estranho examinou as coxas vagarosamente, investigando cada detalhe ou sinal, passou as mãos na parte da frente tocando com a ponta dos dedos, sentindo o corpo da fêmea a tremer à sua passagem, passando depois para trás onde massajou de mãos bem abertas. Afastou ligeiramente as pernas de Rita servindo-lhe de seguida diversos beijos molhados no interior das coxas que se abriam na sua frente, emanando um calor descomunal, um beijo, outro beijo, mais um beijo, delicadamente e de forma sensual enquanto se dirigia ao sexo. Com a ponta do nariz roçou a cueca húmida sentindo a fragrância da amiga pela primeira vez, adorava aquela essência cativante. Conduziu pela cueca com o nariz para cima e para baixo, num movimento rápido, agitando a parceira que se contraia na parede do quarto, passou a ponta da língua entre as pernas, junto ao contorno da cueca fazendo Rita fervilhar a cada deslize de saliva deixado pela língua marota. Utilizando a força da língua desviou o pequeno tecido para o lado explorando a ponta dos lábios externos que despontavam. Estavam húmidos e latejavam de intensidade. Com a ajuda do polegar direito afastou o tecido por completo revelando-a quase sem pêlo. Abocanhou a encharcada gruta de prazer contemplando Rita a estremecer com a corrente de prazer. Apoiou-se na parede de mãos bem abertas ao sentir a língua do desconhecido a navegar pelo interior do seu sexo, estava completamente embriagada, sem conseguir raciocinar em condições. O amigo deliciava-se com o seu néctar, o mel quente escorria do seu interior e desaguava na sua boca. As pernas tremiam ao sentir os lábios do seu sexo a serem chupados e uma língua devoradora que a penetrava bem fundo. Foi impossível conter vários gemidos audíveis que ecoaram pelo quarto, espasmos constantes que percorriam o seu corpo a cada nova sensação. Tentou acalmar a respiração que se tornara ofegante, estava desejosa de se vir naquela boca mas resistiu ao orgasmo. O estranho navegou então sabiamente com os dedos para dentro dos lábios, penetrando lentamente pelo interior da amiga. Dobrou dois dedos e massajou a pequena saliência posicionada internamente por detrás do clítoris. Sentiu com a ponta dos dedos as pequenas ondas que anunciam o local de destino e aumentou o movimento. O vai-vem ritmado dos dedos teve efeito imediato em Rita que gemia agora com intensidade. O estranho colocou a palma da mão em cima dos lábios enquanto os dois dedos remexiam insanamente no interior, descontrolando por completo a amiga que escaldava de tanto tesão acumulado. Levantou-se e apertou um dos mamilos com a mão livre ao mesmo tempo que aumentava a energia na outra mão. Aproximou-se sussurrando ao ouvido:

- Agora sim estás a ter o castigo que mereces.
- Tu és completamente doido.
- Pára de me torturar, vais-me fazer vir.

Preparou-se para ser invadida pela corrente abrasadora de prazer, tinha perdido as forças nas pernas, não dava mais para suster, cerrou os dentes, cravou as unhas nas costas do estranho e atingiu o orgasmo salvando um violento grito de prazer.


Rita ainda nem tinha conseguido acalmar a respiração e já estava a ser jogada para cima da cama de barriga para baixo. Deitada ouviu o estranho a desapertar o cinto e a retirar as calças de ganga, sem perceber como sentiu as cuecas a voarem para longe, perdendo-se pelo quarto. Agora sentia-se pronta para o receber, abriu bem os braços por cima da cabeça, preparou-se para cravar as unhas nos lençóis, desejava-o totalmente dentro de si. O estranho afastou uma das nádegas com a mão e penetrou-a por trás, de uma estocada só. O sexo da amiga estava tão encharcado que o seu membro deslizou sem dificuldade até ao fundo. Presenteou Rita com o habitual vai-vem de prazer, ganhando força com o balançar das ancas. Penetrava com agilidade, num ritmo certo, fazendo bater o seu corpo nas nádegas, deliciando-se com o excitante momento. Fazia aparecer e desaparecer o seu sexo duro no aconchego de Rita que ofegava violentamente em cima da cama, pedindo-lhe que não parasse. Com descrição desceu a mão esquerda e com o polegar invadiu-lhe o rabo de forma gentil, mexendo na entrada de forma provocatória em pequenos círculos, penetrando depois lentamente o interior, trespassando a parceira que rejubilava de tesão. Tentava controlar a respiração, prolongando o orgasmo, estava endiabrado com aquela mulher descomunal. Rita forçava o corpo a embater contra o mesmo erecto do parceiro, ajudando a penetrar o mais fundo que conseguisse dentro do seu corpo, sentiu uma palmada no rabo, bem assente na nádega direita, depois outra e ainda mais outra fazendo-a gritar de intensidade ao ponto de começar a tremer das pernas, sabia que estava novamente a ceder. Entregava o seu sexo ao pujante amigo que a penetrava com estocadas fortes e delirantes. A sua gruta era invadida pelo vigoroso e quente membro de forma cadenciada obrigando-a a gemer a cada penetração mais intensa. As mãos do estranho apoiadas nas suas ancas ajudavam a penetrar bem fundo, ficando sem fôlego de forma constante. As suas nádegas batiam tão fortemente contra o corpo dele que o seu coração parecia que ia explodir de tão acelerado que estava. Recordou-se de sentir as mãos do estanho a passearem pelas suas mamas, que saltavam de prazer a cada estocada. Sentia-se nas nuvens, completamente fora de si e entregue ao estranho que a montava por trás de forma deliciosa, que belo final de noite. Não aguentava muito mais e sentiu o mesmo efeito no parceiro, desta vez iria ser um delicioso orgasmo a dois.
Fim

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15 comentários

  1. Tu e as tuas histórias de cortar a respiração...

    Final deliciosamente intenso e bom!


    Beijocas.

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  2. Intensidade vivida de forma única e descrita de modo a cortar a respiração.

    Adorei, as usual!

    P.S. Espero que não tenhas "despachado" de vez a Maria ;)))

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  3. Sem duvida uma grande aventura, muito bom.

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  4. Primeiramente, elogio-te a escolha musical... assenta que nem uma luva ao que acompanha.

    Quanto ao texto... bem, penso que seja algo que dispense palavras, apenas se limite ao sentir e vibrar de cada um(a) de forma unica!

    Um misto de Santo Diabinho, profano e insano, capaz de suscitar e soltar as labaredas dignas do reino abaixo, misturadas com o cuidado, delicadeza, subtileza e suave envolvência do reino acima...delicioso, perfeito.

    Saudades de te ler!

    Beijo libertyo

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  5. uau! isso foi o q saiu de minha boca após ler esse conto lindo. Que delícia. A cada linha é ummergulho no tesão e na enebriante atmosfera do prazer.
    obrigada pelo carinho, amei seu espaço e estarei sempre a visitá-lo, oh se estarei =)
    bjs ardentes.
    bell

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  6. Adorei o que li....senti a luxuria.

    beijo-te com carinho

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  7. Confesso-me expectante pelo próximo!
    Este é o resultado da tua escrita... um apetite voraz e insaciável por mais!

    [já (vos) sentia a falta! ;)]






    Basium
    (desiderium)

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  8. Oi Santo rssss.... Adorei seu mundinho tbm... Já estou por ak... BJos

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  9. SAUDADES... SUAS PALAVRAS..PERCORREM MINHA PELE!COMO É GOSTOSO PODER TE SENTIR NOVAMENTE!

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  10. nossa aqui tb é muitoo interessante hummmmmmm ja te sigo oks :) bjs tenha um prazeroso dia

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  11. De suster a respiração. A cada letra o meu corpo reagiu de forma intensa ao que descreveste. Delicioso.

    Beijos a arder.

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  12. Confesso que foste um cortes do carago!
    Toda a história e evolução muito bem construída. Foste mantendo, com o devido e desejado doseamento, o tesão, e no post final, quando estava tudo ao rubro: "Não aguentava muito mais e sentiu o mesmo efeito no parceiro, desta vez iria ser um delicioso orgasmo a dois.
    Fim"
    Final verdadeiramente tumoltuoso, para quem lê, obviamente, de repente... zás... acabou!!
    Mas pronto, valeu pela sequência e pela escrita cativante.
    ;)

    Bjo

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  13. Adoro ler-vos!

    Este texto (sem desprimor para os outros) está muito ao meu jeito.
    Beijos de luar :-D

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  14. Luna

    Obrigado pela visita e pelas palavras quentes.
    Também adorei escrever esta aventura.
    Ler-vos não foi o termo mais bem empregue no teu comentário. Este blog é escrito a uma só mão e todos os textos saem de uma só mente ;)

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