Diário de Maria

O Comboio

junho 27, 2011Ricardo Santo


Maria acordou sobressaltada, um comboio de alta velocidade em sentido contrário acordou-a do leve sonho em que tinha mergulhado. Observou as horas no seu relógio Calvin Klein prateado, pouco passava das 20:00h, em breve chegaria à Gare do Oriente em Lisboa. Recordou parte do sonho em que se tinha inebriado, tinha regressado no tempo, ao último momento que tinha passado com o estranho. Pequenos flashes envolviam a sua memória recordo-lhe a eloquente noite no Palácio. A mistura de perfume e aromas diversos, corpos suados, gemidos e murmúrios envolvidos em fantasias luxuriosas onde o limite era a imaginação, o elevar dos sentidos. Sentiu-se de imediato incendiada, o poder da sua mente era diabólico, capaz de elevar a temperatura do seu corpo em poucos instantes, assim facilmente num piscar de olhos. Acomodou-se no assento batendo com as pernas em algo, somente nessa altura se apercebeu que tinha companhia. Sentado no banco em frente estava um tipo na casa dos 50 anos usando fato e gravata e lendo o desportivo A Bola cuja capa dava cobertura essencial à transferência do técnico André Villas-Boas para o Chelsea FC de Inglaterra por 15 Milhões de Euros. Imaginou por alguns segundos o que poderia fazer com tanto dinheiro, que desperdicio. Olhou nos olhos da caricata personagem, castanhos-escuros escondidos por detrás de uns óculos que há muito tinham passado de moda. A falta de cabelo já se fazia notar há um par de anos e nem a camisa conseguia disfarçar a habitual barriguinha. Na mão esquerda reluzia uma aliança de ouro que possivelmente já tinha tido melhores dias. Riu-se internamente após contemplar a burlesca figura na sua frente. Continuava a achar que os homens deviam cuidar melhor da sua imagem. O Inter-Cidades praticamente vazio tinha de lhe calhar esta personagem na rifa Com o passar dos minutos notou que a personagem não lhe tirava os olhos de cima, observando-a sorrateiramente por cima do jornal, o alvo principal eram as suas pernas elegantes e cruzadas à sua frente. Maria lasciva o quanto baste resolveu entrar no jogo acabando por movimentar as pernas de forma provocatória, balançando-as suavemente enquanto fingia olhar pela janela do comboio. Pelo reflexo do vidro confirmou as suas suspeitas, o cota não parava de a comer com os olhos, não sendo menina de se ficar resolveu que estava na hora de tentar provocar um ataque cardíaco ao curioso mirone.


Lentamente colocou uma mão em cima da perna traçada bem perto do joelho. Fez deslizar a mão sobre a pele, percorrendo-a de forma sedutora, escorregando as unhas na pele bronzeada, estavam pintadas de vermelho sangue combinando com o vestido que escolhera naquela manhã. Pretendia cativar a atenção do voyeur e não necessitava de confirmação, sabia que estava a ser observada. Descruzou docemente as pernas enquanto se recatava no assento, tornando a bater com os sapatos de salto alto na perna do mirone, desta feita de forma propositada, uma pequena provocação para aquecer o ambiente. Calmamente foi levantando o vestido, roçando nas coxas, sem pressa, subindo o leve tecido até ser possível observar as cuecas, seduzindo-o como tão bem sabia. Subiu por completo o vestido abrindo ligeiramente as pernas, mostrando as cuecas ao seu mirone, com tanta proximidade quase que sentia o cota a inchar no meio das calças, mesmo cinquentão de certeza que ainda tinha tesão. Com as pernas abertas roçou alguns dedos da mão sobre a renda vermelha, massajando suavemente de cima a baixo, conseguia sentir alguns picos soltos da sua penugem espigados por entre o leve tecido, com o polegar agarrou sabiamente a cueca afastando-a de forma provocatória, olhando maliciosamente nos olhos do mirone, fazendo-o suar na testa, estava completamente incrédulo na sua frente. Maria esfregou a sua penugem durante alguns segundos, estimulando, atiçando o fogo e fazendo crescer água na boca ao voyeur que já segurava o jornal com dificuldade. Com um jogo de cintura levantou ligeiramente o rabo puxando a tanga vermelha para baixo, o fio dental soltou-se de dentro do seu rabo e deslizou suavemente até aos joelhos, as suas pernas fizeram o resto para deixar cair o tecido íntimo no chão do comboio, riu-se para o interior e temeu momentaneamente que o mirone tivesse um ataque cardíaco com aquela surreal visão. Voltou a abrir as pernas para o seu espectador atento, o seu corpo emanava um calor descomunal, o sexo latejava tal era a excitação interna. Maria prolongou ainda mais a angústia do voyeur, lançando olhares mordazes, percorrendo os seus lábios com a ponta da língua num jogo de sedução impar, era completamente louca. Matreiramente deixou-se deslizar um pouco no assento, subiu a perna esquerda pousando-a no apoio central dos bancos ficando ligeiramente curvada, o seu sexo estava agora directamente no campo de visão do cota, adorava provocar e manipular o adversário, estava completamente apanhado na sua teia luxuriosa.

Maria invadiu a sua gruta de prazer com a mão direita, massajando primeiro a penugem de cima a baixo, acariciando-se lentamente, com dois dedos fez abrir os lábios escaldantes inquietando-se de imediato. Brincou com o polegar em torno do clítoris de forma exuberante exibindo-se para o voyeur que se atormentava com a visão. O clítoris explodia a cada leve passagem pedindo mais atenção. Levou a sua mão esquerda para baixo, abrindo bem os lábios do seu sexo. Percorreu o seu interior rosado com os dedos olhando bem no fundo dos olhos do gajo, gemendo baixinho, observando o mirone a contorcer-se no assento. Vagueou com os dedos no seu interior, sentido o tórrido calor ao toque, com jeito dobrou um dos dedos e fê-lo desaparecer com precisão na sua gruta, com delicadeza juntou um segundo dedo, sugando-o para dentro do seu sexo ao mesmo tempo que começava a arfar. Produziu o habitual vai-vem de dedos, penetrando-se compulsivamente, sentindo o seu corpo a ser escravizado pelo desejo enquanto a respiração aumentava, a cada minuto, a cada segundo, sentiu os seus olhos a revirarem e a ficar fora de si, enquanto ofegava pensou momentaneamente no estranho, nas várias fantasias que tiveram juntos, no seu corpo sensual, queria-o novamente. Foi invadida pela luxúria enquanto o seu corpo se dobrava no assento do comboio, aumentou a intensidade dos dedos húmidos do seu mel, recebendo no corpo aquela sensação orgásmica a ser criada bem dentro de si e não se conseguiu conter, libertando-se, para um orgasmo monumental, aguentando o gemido internamente. Saciada, deixou-se ficar por alguns instantes a saborear o momento, contemplado o olhar do voyeur que estava branco que nem cal, a gravata já desapertada, os óculos embaciados, completamente hipnotizado pelo que os seus olhos apreciaram nos últimos minutos, iria certamente ficar para a história. Maria baixou lentamente o vestido compondo-se no assento enquanto era anunciado que o comboio se aproximava da Gare do Oriente. Baixou-se apanhando do chão a tanga perdida colocando-a em seguida no bolso da camisa suada do mirone que incrédulo nem se mexeu. Levantou-se ajeitando o vestido vermelho, soltou os caracóis e soltou um beijo que esvoaçou pelo ar. Pegou na mala e abandonou a carruagem.

Já no exterior da Gare do Oriente pegou no telemóvel enviando uma rápida SMS contendo as seguintes palavras: “I’m back, Do you still want me? Come and get me…” A mensagem tinha como destino o estranho…

Fim

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23 comentários

  1. Querida tem um presentinho pra vc no meu blog com todo carinho bjs bjs bjs http://loirinhaksada.blogspot.com/2011/06/selo-100000-da-casa-da-loirinha.html

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  2. Entre o controlar da situação em pleno, perante um Voyeur pasmo, incrédulo e incapaz de qualquer reacção, tal foi o festim, e o MERO controlar de pensamentos, vontades, desejos e domínio de quem a impulsionava, qual será o veredicto?

    Dispensa palavras... (minhas).

    Beijo libertyo

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  3. fiquei com vontade de andar de comboio hehe

    Bjinhos
    Paula

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  4. Oi!

    Tem um Selo de presente no meu blog.
    http://deliriointensodossentidos.blogspot.com/2011/06/ganhei-um-selo-de-presente.html

    Beijos intensos,
    Mikaela.

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  5. Olá, vim visitar e fiquei um tempo por aqui, escondi-me das e nas palavras, respirei e tentei suster a respiração. Prenderam-me os pontos sem i, virei-me e dei de caras com um estranho, que num momento de distracção passou pelo meu pensamentos indiscretos e com respeito me deixou algumas belas palavras.
    Obrigada pela visita, volta sempre que quiseres, afinal a porta está sempre encostada.
    Beijinhos
    Palma da Mão

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  6. Entrei e libertei-me...

    Há pessoas que têm o dom das palavras. Excelente descrição da toda a história.

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  7. Simbiose perfeita entre o Estranho e Maria...descrita com os habituais pormenores que deliciam e cativam.

    E, pairando algures entre a Alma de ambos, tomo a liberdade (à qual já deverias estar habituado) de te responder:

    "I will. Providing you won't get wet feet again."

    Beijo dessa cor precisamente, (on the run, or go stay???)

    :)))

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  8. Sorry, wrong letter pressed.

    "(still on the run, or definetly to stay???)

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  9. minha nossa, cada coisa q fico sem ar... escreves divinamente.

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  10. O calor a subir... A respiração acelerada... Foi assim que fiquei depois de ler as tuas palavras...
    Beijos saborosos

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  11. Bem, depois de andar por aqui a ler alguns blogs vim parar ao sitio certo, e senti-me na pele da Maria. Excelente texto, carregado de emoções fortes.

    Kiss kiss

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  12. Altamente excitante esse post!

    Adorei!!!

    E a imagem...delícia...

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  13. Santo Diabinho!!! Que fogo é esse que me consome ao te ler?! Afff...água urgente!
    Adorei teu inferno escaldante...quero queimar aqui, rssss. Já virei fã.
    Beijos.

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  14. E pronto. Já ganhei o dia. Não pensei que a blogsofera estivesse tão bem povoada...

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  15. Epa muito bom de ler...tera sido realidade ou conto...
    Seja como for eu so de ler fiquei cheio de tesão mais do que o cota de certeza
    Beijos charmosos vou seguir...passa pelo meu blog

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  16. então santo diabinho?
    não vais publicar mais histórias... estou ansiosa por ler mais histórias alucinantes da maria!
    beijos

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  17. Tão insinuante que me senti lá, junto no comboio da loucura...intrépida

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  18. Esses SMS tem um poder incrível.
    Adorei.
    beijos Marina

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  19. Bad Maria, que perversidade, tss, tss!... só chicoteada e enrabada depois com o cabo do chicote... perdoa-me esta minha fixação anal, mas ela está mesmo a pedi-las, oh se está! Ahahahahaahaha!

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