Diário de Maria

O Sonho

novembro 12, 2010Ricardo Santo



Maria secava o cabelo longo sentada na cama do quarto, sentia-se agora descontraída depois do banho quente. Lá fora a chuva continuava a bater forte quando a sua mãe entrou de rompante sem avisar, nem tinha dado conta que já tinha chegado do trabalho.

- Olá filhota como estas?
- Bem, já estás em casa a esta hora?
- Sim despachei-me mais cedo para fugir ao trânsito, com esta chuva é insuportável. Descongelaste alguma coisa para o jantar?
- Não, nem me lembrei.
- És sempre a mesma coisa, estiveste a estudar ao menos?
- Desculpa, sim e acabei agora de sair do banho, estava mesmo a precisar.
- Então seca esse cabelo que eu vou fazer algo rápido para jantar.

Por vezes sentia pena da mãe, matava-se a trabalhar para conseguir sustentar a família desde que o pai morrera há um par de anos. Era empregada de loja na Zara do Centro Comercial Vasco da Gama e nunca tinha voltado a casar, certamente tinha alguém ocasionalmente mas nunca a tinha visto com mais nenhum homem. Certamente aos 50 anos ainda mantinha o desejo no corpo. Ligou novamente o secador e terminou de secar os seus caracóis castanhos, vestia somente um roupão de banho branco, solto na cintura, mostrando os seus fartos seios e fazendo espreitar a ratinha, estava agora toda lavadinha. Desligou o secador atirando-o para cima da cama despreocupada, arrastou-se até ao espelho para dar um jeito ao cabelo com a escova, deixou cair o roupão ficando nua observando o seu corpo no reflexo. Aos 23 anos sentia-se uma autêntica sedutora e só tinha pena de ninguém aproveitar aquele corpo sensual. Ouviu a mãe atarefada na cozinha preparando o jantar, abriu a gaveta onde costumava guardar a roupa interior e escolheu um soutien preto de fecho na frente e uma cuequinha também preta de lycra em formato asa delta, adorava sentir o nylon a roçar na sua penugem. Retirou do guarda-roupa um par de calças de ganga Levi’s azuis escuras e escolheu uma camisola preta de gola alta. Terminou com um par de sapatos também pretos, de salto médio muito elegantes que tinha comprado recentemente. Desceu as escadas e juntou-se à mãe na cozinha.

            - Maria colocas a mesa por favor?
            - Sim, estás a terminar?
- Vamos já para a mesa, fiz esparguete à bolonhesa e tens queijo ralado no frigorífico se quiseres.
- Sim já vou buscar.
- Já que vais ao frigorífico leva também a Coca-Cola.

Jantaram sem grande pressa, na tv passava o telejornal e Maria limitava-se a ouvir as queixas da mãe sobre os problemas no trabalho, estava possessa com algumas intrigas internas. Ao seu pensamento regressou a imagem do desconhecido, aquele fim de tarde no Chiado não lhe abandonava mesmo o pensamento. Há noite ia beber um café com a Sandra a ver se aquele momento lhe abandonava o pensamento.

            - Estás a ouvir o que te estou a dizer?
            - Haaa?
            - Parece que estás no mundo da lua miúda, estou a falar para o boneco.
            - Desculpa. O que disseste mesmo?
            - Deixa, ajuda-me a colocar os pratos na máquina e vai lá fazer o que tens a fazer.
- Eu vou-me sentar no sofá a ver a novela e talvez toque no livro que estou a ler, não chegues tarde a casa que amanhã tens exame.
- Vou só beber café já regresso.

Voltou a subir para o quarto, espreitou pela janela e já não chovia. Colocou o seu relógio favorito da Calvin Klein todo de prata e usou um dos vários perfumes que tinha à disposição. Sentiu o cheiro inconfundível do Miracle de Lancome no ar. Pegou na pequena mala e retirou o telemóvel, 20:50h, já estava atrasada para se encontrar com a Sandra, tinha combinado um café rápido no Irish bar do Parque das Nações com a colega de faculdade, não queria chegar muito tarde a casa. Olhou-se novamente no espelho, sentiu-se apetecível, colocou um pouco de batom que tinha na mala e estava pronta para sair. Pegou na gabardine preta, desceu as escadas e despediu-se da mãe.

Estava frio na rua, apertou melhor a gabardine e começou a descer a rua, fazia um par de anos que tinham mudado para o Parque das Nações, a mãe não suportou continuar a viver na antiga casa, muitas recordações do falecido pai. Gostava da zona, tinha tudo perto e até ao café era um instante. Sentiu o vento a bater nos seus caracóis e acelerou o passo. Chegou ao Irish bar passados alguns minutos, espreitou pelas janelas e encontrou Sandra já sentada no interior. Entrou pela porta de madeira e juntou-se a ela.

- Então como estás?
- Atrasada como de costume. A minha mãe chegou tarde do trabalho, já jantei tarde. E tu como estás gaja?
- Cheia de frio, nem me atrevo a ir fumar um cigarro lá fora. A tua mãe como está?
- Na mesma, cheia de stress com o trabalho, sempre mal-humorada, parece que todos lhes devem e ninguém lhe paga.
- Deixa é da menopausa, deve estar a precisar de gajo.
- Se calhar é isso, não lhe fazia mal nenhum ter alguém, anda impossível de aturar. Eu é que levo com ela a toda a hora.
- Não sejas assim, vais ver que isso em breve passa. Conseguiste estudar alguma coisa hoje?
- Amiga nem me digas nada, ando aqui que nem posso, estou literalmente a arder por dentro.
- Então? Que se passa?
- Olha nem eu sei, só sei que hoje nem me concentrei na merda do estudo, tudo por causa de um gajo qualquer.
- Um gajo? Quem o João?
- Qual João, esse palhaço já era. Foi um gajo que eu vi ontem na baixa, não tirava os olhos de cima de mim, parecia que me queria comer. E agora não passo de pensar no bacano.
- Sério? Mas então não o conheceste? Nem sequer falaram?
- Népia, só o vi por duas ou três ocasiões mas chegou para me deixar cheia de nervos. Mas eu acho que conheço o gajo de algum lado, tenho a certeza que já o vi.
- Alguém da faculdade?
- Olha já tinha pensado nisso mas até agora ainda não associei a ninguém.
- Mas o gajo mexeu assim tanto contigo amiga? Era giro ao menos?
- Oh pá era engraçadito, até me senti invadida e desviei o olhar. A questão é que me provocou e sabes como sou, não gosto que me provoquem. Mas amanhã a seguir ao exame vou voltar ao local onde o vi. Sempre quero ver se anda por aquelas bandas.
- Vais voltar lá? Para fazer o quê? Nem sabes quem é o gajo, quanto mais se ele anda ali pela zona. Vais perder o teu tempo amiga.
- Não quero saber, ficar assim como agora estou é que não fico, até já tive de me masturbar à tarde acreditas? Não paro de pensar no gajo, nem sei como me vou concentrar amanhã para o exame.
- Sério? Então isso já chegou a esse ponto?
- Sim e só quero mesmo é ter uma noite descansada de sono. Se o gajo me aparecer novamente no pensamento ainda cometo uma loucura. Vamos pedir café? Quero ver se aqueço.


As amigas pediram café deixam-se levar pela conversa por um bom bocado, parvejando, trocando confidências e cortando na casaca dos amigos. Maria acabou por regressar a casa mais tarde do que o previsto. Abriu a porta e encontrou a casa totalmente às escuras, a mãe certamente já se tinha deitado, andava estafada. Subiu ao quarto, pousou a mala na cadeira e pendurou a gabardine. Sentou-se na cama e retirou os sapatos, os pés estavam gelados do frio. Retirou a camisola de gola alta e puxou o edredão da cama. Estava estafada, queria uma boa noite de sono. Levantou-se para ir ao w/c, no corredor passou pelo quarto da mãe, nenhum barulho, certamente já a dormir. Aproveitou para escovar os dentes e fazer chichi. Regressada ao quarto retirou o soutien para a cadeira deixando à vista os seus belos seios, volumosos, tocou neles lentamente, sempre sentira um carinho especial pelas suas mamas, eram realmente sublimes. Retirou as calças de ganga e as cuecas num strip sensual, ficando completamente nua. Abriu uma gaveta e retirou um short doll vermelho intenso que tinha comprado há tempos na Intimissimi. Era composto por uns calções muito curtos e por uma camisola de alças finas que prendia atrás. Na frente tinha xxxx cor-de-rosa. Vestiu primeiro as cuequinhas aproveitando para massajar a penugem da sua gruta do prazer, vestindo posteriormente a camisola que ficava justa ao corpo. Deixou-se deslizar para debaixo do edredão, nem sequer pensou em ligar a tv, estava estafada e ia direita para a cama.

Maria acordou sobressaltada a meio da noite, estava a sufocar com a respiração hiper acelerada. O seu corpo estava totalmente contorcido, ardendo por dentro, toda ela termina por debaixo do edredão. Estava completamente tola e por momentos custou-lhe a perceber onde estava, estava a sonhar ou era realidade? Deixou-se ficar quieta por alguns segundos, tentando controlar a forte respiração, sentia-se completamente fora de si. O edredão imanava um calor brutal, ou seria o seu corpo? Passou a mão na camisola, estava encharcada de suor, húmida por demais, conseguia senti-la totalmente colada ao corpo. Tentou mexer-se virando-se de barriga para cima, arrastou o edredão um pouco para baixo o suficiente para notar uma diferença de temperatura. Os seus caracóis estavam colados ao pescoço, humedecidos, tinha acabado de ter um sonho ou teria sido um pesadelo? Rapidamente se recordou do que se estava a passar, tinha sido um sonho, e nele estava a ser possuída pelo desconhecido que a enchia de prazer. Lembrou-se vagamente de fragmentos do sonho, o rosto do vulto, o seu olhar cativante, desejava-o. Tentou recordar-se de como tinham ido parar ao sofá da sala, não conseguiu, nos flashes da memória só conseguia ver o seu corpo desnudado, meia deitada de quatro no sofá e o desconhecido a possui-la por trás como se não houvesse amanhã. Apoiada com os joelhos no sofá, Maria entregava a sua ratinha ao pujante desconhecido que a penetrava com estocadas fortes e delirantes, queria mais… mais. A sua gruta era invadida pelo vigoroso e quente membro de forma ritmada gemendo de prazer a cada penetração mais intensa. Ela ajudava balançando as suas coxas sorvendo aquele membro apetitoso. As mãos do vulto apoiadas nas suas ancas ajudavam a penetrar bem fundo o seu membro na sua gruta, gozava a cada penetração ficando sem fôlego de forma constante. As suas nádegas batiam tão velozmente contra o corpo dele que o seu coração parecia que ia explodir de tão acelerado que estava. Recordou-se de sentir as mãos do desconhecido a passearem pelas suas mamas, que saltavam de prazer a cada estocada. Sentiu-se nas nuvens, completamente fora de si, totalmente entregue ao desconhecido seu dono, que a montava por trás de forma deliciosa, não aguentava muito mais, a sua respiração descontrolada, estava perto de atingir o orgasmo, bastavam somente mais algumas penetrações na sua ratinha apertada e veio-se por completo, perdendo as forças nos braços, estremecendo o corpo, rebaixando-se no sofá e acordando do sonho em sobressalto. Olhando para a janela tentou recordar se já tinha dado uma foda tão intensa como a que tinha sonhado, a resposta foi negativa. Ainda se sentia totalmente anestesiada, intensamente possuída por desejo, passou suavemente a mão pela cuequinha vermelha, estava completamente alagada, tinha-se vindo na realidade?


Fim

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