Diário de Maria

O Cinema

novembro 30, 2010Ricardo Santo


Maria enviou uma SMS a Sandra mal deixou o apartamento, "Estou a sair de casa agora e não demoro, daqui a pouco desce..." o relógio atingia quase a meia-noite e chovia copiosamente naquela zona do Parque das Nações. Abriu o chapéu e rumou ao veículo entrando no seu interior o mais depressa possível, como tinha imaginado a noite estava terrível, com muita chuva e frio à mistura. Ao ligar os faróis notou algo de estanho preso no seu pára-brisas, de início pensou que fosse um habitual papel de propaganda, mais alguma loja nova que tinha aberto perto dali mas, ao observar com mais atenção, o que ali estivesse nunca poderia ter sido feito com papel. Abriu a porta e esticou a mão para alcançar o estranho objecto, quem lhe teria colocado aquilo ali? Não poderia ter sido atirado de nenhum apartamento, estava estacionada por debaixo de árvores, não fazia sentido. Sob a luz interior observou o objecto, era mais ou menos cumprido em forma de cilindro, o tecido assemelhava-se a ganga, estava ensopado devido à chuva, ao apertar parecia fofo por dentro. Rolou o cilindro para inspeccionar o interior e ficou de boca aberta com o conteúdo, as suas cuecas vermelhas, as mesmas que tinham sido “roubadas” pelo estranho no parque de estacionamento naquele início de tarde. Como era possível? Como tinham ido ali parar? Será que o cabrão sabia onde morava? Mil e um pensamentos atravessaram a sua mente, ao mesmo tempo que tentava digerir tanta informação. No entanto as cuecas não estavam sozinhas, havia um papel dobrado em quatro, algo húmido da chuva. Abriu com cuidado e leu-o, continha uma única frase. Sei o que queres, sabes onde me encontrar! Ficou petrificada com aquelas palavras notando de imediato um calor a acumular-se no interior do seu corpo, aquele gajo sabia mexer com ela e não se conseguia conter. Apagou a luz interior e cheirou as cuecas de lycra, estavam meias molhadas mas não havia dúvidas que eram suas, o cheiro por demais conhecido. Resolveu guardar os adereços no porta-luvas, voltaria a eles mais tarde. Rumou a Moscavide estacionando em frente ao apartamento de Sandra que ainda não tinha descido, durante a viajem relembrou os acontecimentos no subterrâneo do Parque Camões. Voltou a ligar a luz de presença interna e aproveitou para retocar a maquilhagem, vestia uma camisola violeta de gola alta que a mãe tinha trazido da Zara numa altura de promoções, gostava da malha e de sentir o pescoço tapado naquele dia de Inverno. Tinha escolhido uma saia preta que lhe dava pelo meio das pernas e as habituais botas pelo joelho que tanto jeito tinha dado há poucas horas, fazendo de almofadas. Como lingerie tinha escolhido um conjunto vermelho muito sensual da Intimissimi com soutien e cueca fio dental, a copa do soutien e a parte da frente da cueca eram trabalhadas a renda branca e a alça do soutien era muito fina quase irreconhecível. Nas pernas trazia umas meia liga em forma de teia com buracos bem abertos, pretas e subidas até às coxas. Tinha as unhas pintadas de vermelho maça e trazia por dentro o habitual fio de prata com a borboleta como pendente. Finalizou de retocar a maquilhagem bem na hora que Sandra saia de casa a correr, abrigando-se da chuva.

  Já dentro do Centro Comercial Vasco da Gama e depois das habituais apresentações os quatro amigos rumaram à zona dos cinemas situada no segundo piso, o filme estava quase a começar. Compraram garrafas de água e um balde de pipocas doces, tamanho gigante e entraram na sala 2, uma das mais pequenas, Maria ao sondar as redondezas reparou de imediato que pareciam ser as únicas pessoas a assistir ao filme, não se via vivalma. Olhou de esguelha para Vasco, o amigo que João acabava de apresentar, ainda não devia ter feito 30 anos, ar jovial, cabelo castanho com gel, vestido casualmente mas parecendo elegante. Parecia ter um corpo cuidado e o rabo até lhe assentava bem nas calças de ganga, estava sem dúvida aprovado. Tinha como destaque uns fantásticos olhos verdes que a hipnotizaram mal os seus olhares se cruzaram, teve a certeza que tinha molhado a lingerie somente com aquela provocação, toda ela tremeu. Sentaram-se todos juntos sensivelmente a meio do cinema, Sandra com o seu par, Maria junto de Vasco. Ainda não tinham passado 15 minutos do início do filme e já Sandra e João andavam aos melos e apalpões nas cadeiras estando-se mesmo a ver onde aquilo iria parar. Maria não conseguiu desviar o olhar da amiga que saboreava de forma intensa o seu namorado. Desejou fazer-lhe companhia, experimentando aquela língua na sua, sentindo o seu calor intenso, a sua mente perversa já andava em rebuliço interno. Por mais do que uma vez já se tinha masturbado na cama pensando no João e nas brincadeiras marotas que podiam realizar dentro daquelas quatro paredes. Alguns minutos passados e Maria já não se aguentava quieta no lugar, afinal o espectáculo estava ali ao lado e não no grande ecrã, nem o George Clooney aquecia a noite de forma tão intensa. Olhou para Vasco com aquele olhar sôfrego de quem estava a precisar de algo para matar a cede, o rapaz correspondeu com um sorriso maroto que a deixou ainda mais efervescente. Não durou muito o espectáculo ali ao lado porque os amigos abandonaram os lugares em silêncio, Sandra pegou na mala e enviou um beijo a Maria, uma piscadela de olho e deixou-lhe um sorriso malicioso rumando com o companheiro às últimas filas da sala. Cabra pensou para si, deixar-me aqui sozinha e ir gozar com o namorado lá para trás. Ficou com uma ponta de inveja momentânea mas a noite até poderia ser proveitosa, desde que soubesse usufruir da actual situação. Sem grande esforço levantou o apoio de braços que a dividia do companheiro, acreditou que não seria preciso muito para ele entender o que pretendia. Vasco observou a situação de esguelha mas manteve-se firme, não avançando. Maria arreliou-se por ter sido recusada ou pelo parceiro não ter entendido a dica, gostava daqueles jogos de sedução, resolveu colocar água na fervura. Lentamente começou a levantar a saia preta mostrando no escuro as suas coxas. Vasco não conseguiu evitar olhar, conseguindo ver o final das meias e o início das cuecas vermelhas, os olhos brilhavam com a tentadora visão. Tentou desviar o olhar concentrando-se no filme mas foi impossível de realizar tal façanha quando Maria se começou a tocar. Começou por passar lentamente a mãos nas pernas, envolvendo os dedos no meio das meias, chamando o companheiro a acompanhar com o olhar, seduzindo-o como tão bem sabia. Fez subir as mãos puxando por completo a saia e abrindo vagarosamente as pernas, mostrando as cuecas ao seu parceiro, com tanta proximidade quase que sentia Vasco a inchar no meio das calças. Com as pernas abertas roçou alguns dedos da mão por cima da renda branca, massajando suavemente de cima a baixo, conseguia sentir alguns picos soltos da sua penugem espigados por entre o leve tecido, com o polegar agarrou sabiamente a cueca baixando-a de forma provocatória, olhando maliciosamente nos olhos do companheiro, fazendo-o morder os lábios. Vasco estava incrédulo na sua frente. Maria esfregou a sua penugem durante alguns segundos, estimulando, fazendo crescer água na boca ao voyeur até colocar ambas as botas na cadeira da frente. Com um jogo de cintura levantou ligeiramente o rabo puxando as cuecas vermelhas para baixo, o fio dental soltou-se de dentro do seu rabo e deslizou suavemente até aos joelhos, as suas pernas fizeram o resto para deixar cair o objecto íntimo no chão do cinema, temeu momentaneamente que o companheiro tivesse um ataque cardíaco com aquela visão. Voltou a abrir as pernas para o seu espectador, ao contrário do que se podia prever não sentia frio nenhum, o seu corpo imanava um calor brutal, tal não era a excitação interna. Vasco não se conteve ao presenciar tal luxúria e esticou um dos braços para tocar no sexo oposto, foi de imediato impedido por Maria que lhe afastou a mão com uma sapatada, ela controlava o momento, o companheiro rapidamente se apercebeu que estava no cinema e somente iria ser um espectador, roeu-se todo por dentro ao cair na realidade. Maria prolongou a angústia do jovem, lançando olhares mordazes, percorrendo os seus lábios com a ponta da língua num jogo de sedução provocatória. Deixou-se deslizar um pouco na cadeira e fez baixar novamente o apoio de braços que o separava do companheiro, matreiramente subiu a perna esquerda pousando-a no apoio ficando ligeiramente curvada, o seu sexo estava agora directamente no campo de visão de Vasco, adorava provocar e manipular o adversário, estava completamente apanhado.

Maria invadiu a cona com a mão direita, massajando primeiro a penugem de cima a baixo, acariciando lentamente a zona humedecida, com dois dedos fez abrir os lábios externos excitando-se interiormente, recreando-se com o seu brinquedo. Brincou com o polegar em torno do clítoris de forma sabida exibindo-se para o observador que se deliciava com a visão. O clítoris explodia a cada passagem pedindo mais. Levou a sua mão esquerda para baixo, abrindo bem os lábios do seu sexo. Percorreu o seu interior com os dedos olhando bem no fundo dos olhos do parceiro, gemendo, este tentou nova investida com a mão mas recebeu de imediato um sinal de nega por parte de Maria, um ligeiro aceno de cabeça impedindo-o de se aproximar, ela tinha o poder naquele local. Vagueou com os dedos no seu sexo, sentido o imenso calor ao toque, com jeito dobrou um dos dedos e fê-lo desaparecer com precisão no seu interior, com delicadeza juntou um segundo dedo, sugando-o para dentro do seu sexo ao mesmo tempo que começava a arfar. Produziu o habitual vai vem de dedos, penetrando-se compulsivamente, sentindo o seu corpo a ser escravizado pelo desejo enquanto a respiração aumentava, a cada minuto, a cada segundo, sentiu os seus olhos a revirarem e a ficar fora de si, pensou momentaneamente nos desconhecidos daquela tarde, no parceiro ali a olhar para si, foi invadida pela luxúria enquanto o seu corpo se contorcia na cadeira. Aumentou a intensidade dos dedos, nascendo aquela sensação orgásmica a ser criada bem dentro de si e não se conteve mais, libertando-se, para um orgasmo monumental, gemendo fortemente no momento, prolongando o som por todo o cinema. Saciada, deixou-se ficar por alguns instantes a saborear o momento, contemplado o olhar do parceiro que estava branco que nem cal, completamente hipnotizado pelo que os seus olhos apreciaram nos últimos minutos. Maria sussurrou então baixinho para o jovem de olhos esverdeados.

- Portaste-te muito bem, os meus parabéns.
- Agora anda que quero mais...


Continua...

You Might Also Like

13 comentários

  1. As idas ao cinema são, sem qualquer dúvida, bastante interessantes... Aliás esta menina agitada tudo por onde passa... hummm
    Tinha um outro feeling sobre este conto, mas depois digo-te ;)

    PS- Vermelho Maçã

    Um beijo spicy really hot

    ResponderEliminar
  2. Bom...quem vai contigo às compras sou eu porque não conheço nenhum homem (e olha que conheço alguns com sensibilidade) que repare tanto e descreva tão bem sexy underwear. Tu deves ser uma delícia à solta num shopping trip...

    Cor do pecado, hummmm? Também gosto e também tenho. Quando me sinto "Woman in Red" especialmente...

    Mas hoje estou brown in brown...all silk obviamente.

    The Oscar goes to...

    you, Storyteller!

    Beijo, com sabor a canela, para dar com a época pré-natalícia

    :)

    ResponderEliminar
  3. Menina S

    Obrigado pelo comentário.
    A Maria é simplesmente fora de série e tem literalmente o diabo no corpo. Continuo a aguardar pelo feeling que tinha, eu avisei que a minha mente poderia facilmente alterar o rumo dos acontecimentos :)

    Beijo muito muito Spicy

    ResponderEliminar
  4. Star

    Obrigado pela quente visita.
    Um convite para comprar?
    Quando? É que eu simplesmente ADORO...
    Tudo o que sejam lojas de mulheres entro, literalmente. Vejo, mexo, remexo, peço para ver, peço para "alguém" experimentar, observo atentamente tudo o que se passa...
    É uma perdição a minha mente...

    Beijos quentes

    ResponderEliminar
  5. Devil,

    Quando quiseres. Conta comigo. Adoro!

    P.S. Desafio lá na tasca! Espero-te...de sexy underwear.

    Kiss,

    ResponderEliminar
  6. Uma delicia aos sentidos, num viajar de mentes suaves, mas intensas...

    Beijo libertyo

    ResponderEliminar
  7. Intensidade...
    Calor...
    Desejo à flor da pele..
    Gostei muito de te ler...
    Beijos saborosos

    ResponderEliminar
  8. Libertyo(a)

    Bem vindo de volta a este cantinho.
    Obrigado pelo comentário e espero que tenham gostado tanto de ler/sentir como eu imaginar e escrever...

    ResponderEliminar
  9. doiSabores

    Ainda bem que gostaste da leitura, o intuito é mesmo deixar água na boca e fazer voar a imaginação.
    Desfruta...

    Beijo

    ResponderEliminar
  10. Para que conste...

    LibertyA, e não tenham, mas sim tenha.

    ;)

    Beijo

    ResponderEliminar
  11. Menina LibertyA ;)

    Vocês fazem-me uma enorme confusão e nunca sei quem está desse lado. Porque apesar do comentário vir de Libertya despede-se como Libertyo.

    ;)

    ResponderEliminar
  12. Não me despedi como Libertyo, mas sim o beijo como tal...
    ;)

    ResponderEliminar
  13. Muito bom.
    Mas gostava de comer o mesmo bacalhau com natas que a Maria que essa miuda não para ;)

    ResponderEliminar

Popular Posts

Tumblr

Contact