Diário de Maria

O Café

novembro 24, 2010Ricardo Santo

Imagem roubada daqui

Maria saiu empolgada para a rua com o coração a bater velozmente, começava a cair a noite enquanto procurava o estranho nas redondezas. Ainda não tinha caído em si com os recentes acontecimentos no quarto da mãe, que delírio. Acabou por encontrar a personagem não muito longe de onde se encontrava, descia a rua em direcção aos jardins que ficam por detrás do apartamento. Correu desenfreadamente pela rua com medo de o perder na esquina, passou por um vizinho que passeava o seu Labrador Retriever enquanto fumava, olhou-o de esguelha sem grande interesse e seguiu o seu caminho. Ao atingir a esquina notou o desconhecido a entrar no café, por vezes tomava o pequeno-almoço naquele local, era pequeno mas acolhedor, enquanto caminhava lembrou-se de uma senhora na casa dos quarenta que estava atrás do balcão, uma figura pitoresca assim pró cheia. Penitenciou-se por ter deixado a gabardine no carro, fazia vento naquele local levantando os seus caracóis, estremeceu um pouco enquanto cruzava os braços no peito rezando para que a sua saia se mantivesse no local, aquele cabrão tinha-lhe ficado com as cuecas. Alcançou o café entrando com alguma agitação, perscrutou o interior, estava praticamente às moscas somente com um par de velhas a tagarelar enquanto bebiam chá e comiam torradas, nada do estranho.

- Boa tarde menina, em que posso ser útil? Disse a quarentona com ar meio fanfarrão
- Humm, sim quero… pode ser um café… curto por favor. Estava completamente abananada, onde se tinha metido o gajo?
- Posso usar a casa de banho?
- Sim claro é ao fundo do lado esquerdo, mas quer que tire já o café?
- Sim sim, pode tirar eu não me devo demorar.

Seguiu lentamente pelo pequeno corredor que acedia às casas de banho. Estava cheio de grades de diversas cores empilhadas e barris de cerveja Sagres, à esquerda tinha a porta com o habitual símbolo feminino. Antes de entrar espreitou o corredor, havia uma pequena luz ao fundo, não muito intensa. Sentiu o seu coração a bater mais intensamente, estaria ali o desconhecido? Tinha a certeza absoluta que o tinha visto a entrar. Pensou em desistir da ideia mas não tinha chegado até ali para ceder, agora não havia volta a dar e tinha de descobrir quem era a fodilhão da mãe. Aproximou-se mais da luz, devagar, sentiu as pernas um pouco a vacilar da excitação, espreitou o interior a medo, parecia um armazém, atulhado de tralha, caixotes, latas, pacotes e toda uma panóplia de artigos que frequentemente se encontram à venda num café.

- Procura algo? Parece meio perdida... O seu corpo estremeceu de imediato ao ouvir a voz atrás de si. Voltou-se de imediato em desassossego.
- Eu… procuro… não…

As palavras saiam atabalhoadas da sua boca, tremia vivamente ao olhar para o desconhecido à sua frente. De onde tinha saído? Por alguns segundos observou-o, agora sim conseguia ver perfeitamente a personagem, atraente, cabelo preto escorrido até aos ombros, olhos pretos convidativos, lábios carnudos, estava em tronco nu com uma toalha branca nas mãos, do seu peito musculado brotava água. Maria foi incapaz de afastar o olhar, atraída por aquele pedaço de mau caminho.

- Em que posso ajudar? 
- Eu… eu só procuro a casa de banho, devo-me ter perdido.
- De certeza que só procura a casa de banho?
- Sim, nem sei como vim aqui parar, mas eu já estou de saída…
- Onde pensas que vais? Julgas que não te vi a espreitar há pouco?

O mundo de Maria caiu-lhe ao chão, cambaleou uns passos para trás meio assustada apoiando-se numas caixas de madeira, onde se tinha ido meter, isto ainda ia correr mal, a curiosidade estava sempre a causar-lhe problemas destes. Então o gajo tinha notado que ela o estava a mirar no quarto, mas como? Que grande barraca…

            - Espreitar? Eu? Não sei do que falas… Eu só quero a casa de banho…
            - Só? Mas aqui não há nenhuma casa de banho.
- De certeza que não procuras mais nada? Eu bem te vi agachada a espreitar pela porta, gostaste do que viste?
- Não sei do que falas… quero ir embora!
- Gostaste de me ver a comer a tua mãe, confessa…

Ficou impávida e serena olhando o sorriso maroto a crescer na cara do desconhecido, sentiu-se ligeiramente a corar, quente no interior, sem resposta, tinha sido apanhada com a boca na botija e agora estava ali metida sem hipóteses de escapar. Pensou em se escapulir passando por ele a correr, pensou em gritar mas sabia que não valia a pena, tinha sido descoberta, agora tinha que se aguentar.

            - Sim espreitei e depois? Quem és? O que estavas a fazer lá em casa?
            - Ena tantas perguntas de alguém que somente procurava a casa de banho.
- Deixa-te de merdas, porque andas a fornicar com a minha mãe? Não tens vergonha? Ela é muito mais velha do que tu, deve ter quase idade para ser tua mãe.
- Não sejas pateta, não tens nada a ver com a minha vida e com o que faço ou deixo de fazer. Até sei o que vieste aqui à procura.

Sem mais demoras o desconhecido agarro-a pelos pulsos com as suas enormes mãos empurrando-a contra uma caixa de madeira, caiu sentada, sentindo as suas nádegas contra a madeira rija.  Os seus olhos arregalaram-se de espanto quando observou o desconhecido a retirar o cinto das calças, olhou fixamente os abdominais delineados que se encontravam agora ao nível dos seus olhos. Com destreza desapertou cada um dos botões expondo uns boxers curtos de cor preta, Maria tremia como varas verdes apoiando as mãos em caixotes na proximidade, tudo aquilo lhe parecia irreal, ainda era pior do que a situação que presenciara no quarto. O desconhecido deixou cair as calças expondo uma enorme saliência no interior dos boxers, Maria teve de se conter para não abrir a boca de espanto com tamanha visão. Sentiu os cabelos a serem agarrados, virando a cabeça, obrigando-a a trocar olhares privados, os olhos pretos transmitiam anseio, sentiu o desejo a invadir no seu interior, aquele calor intenso que lhe percorria as entranhas e a retirava do seu perfeito juízo, não ia conseguir resistir mais a tão bela tentação. Não se fazendo rogada com tamanha oferta aproximou-se baixando os boxers até ao nível dos joelhos, consegui de imediato sentir o odor masculino que transbordava do belo sexo. Era de facto um belo membro, não muito grosso mas com um tamanho de fazer inveja a muitos gajos, não admirava que a mãe adorasse ser montada por aquele pedaço de prazer. Começou por beijar o sexo de ambos os lados, beijos molhados acompanhados de carícias nos tomates, adorava um bom pau aparado como aquele, saboreou pela primeira vez o local onde a sua mãe há poucos minutos pousava a boca, deliciou-se com a ideia, excitando-a e levando-a a sorver o seu brinquedo. Agarrando o sexo saboreou-o, acariciando-o de forma experimentada entre as mãos, lambeu e sorveu a ponta, excitando-a com os seus lábios e língua, ora fazendo aparecer ora desaparecer o sexo no fundo da sua garganta, deliciava-se a cada chupadela ouvindo-o gemer baixinho, como adorava aquele som. Por dentro encontrava-se a fervilhar, a tesão acumulava-se a cada minuto, com as mãos apertou-lhe as nádegas, cravando lhe as unhas com afinco, puxando-o a si e fazendo desaparecer o sexo no fundo da sua boca, estava sedenta salivando pelos cantos, sentia-se puta. Adorava sexo oral, desde miúda que se deliciava com um bom preliminar e não se fez rogada com tamanha oportunidade. Sentiu a mão do desconhecido a invadir os seus caracóis, apertando-os, navegando ao sabor dos movimentos da sua cabeça, adorava aquele vai vem lascivo, era sabido o gajo, a mãe tinha sabido eleger.

Maria levou então uma mão a bater o enorme sexo, estocadas ritmadas, intensas, tal e qual como tinha presenciado a progenitora a fazer, ansiava pelo quente fluido que o individuo lhe podia oferecer, da sua boca escorria saliva que já lhe descia pelos queixos. Num movimento rápido o desconhecido afastou-a, cessando o movimento. Agora parecia ser a vez dela de gozar um pouco, também já merecia. Com um jogo de olhares maliciosos percebeu perfeitamente os propósitos, era uma depravada. Recostou-se para trás contra as caixas olhando intensamente nos olhos pretos que brilhavam, notou aquele sorriso maroto e perverso, lentamente levou dois dedos à boca, chupando-os de forma carinhosa ao mesmo tempo que abria as pernas num movimento sensual. Obrigou o desconhecido a visualizar a sua saia a subir nas pernas, destapando a entrada do seu sexo, identificou o fulgor dos seus olhos quando este notou a ausência de cuecas, estava perdido de tesão, Maria riu-se interiormente, afinal sempre tinha dado um jeitão aquela ausência. Baixou os dedos húmidos invadindo a sua penugem e os lábios exteriores, movimentos suaves abrindo-os para ele, a cor rosada reflectida do interior provocando-o, cativando a vir explorar aquele recanto. O desconhecido não se fez rogado, baixou-se sobre ela beijando-a com os seus lábios carnudos, sentindo a saliva a misturar-se nas línguas entrelaçadas ao mesmo tempo que uma das mãos invadia as suas costas por dentro da camisola. Estremeceu ao sentir aquele toque subindo vagarosamente obrigando-a a explorar o seu clítoris com o aumento do ímpeto. Com um suave toque de dedos sentiu o soutien push-up a desapertar ouriçando todos os pelos do seu corpo, era sabido o cabrão, tinha jeito para a coisa. O estranho levantou um pouco a camisola deixando a sua barriga à mostra, beijou e mordiscou a pele suave enquanto Maria lhe agarrava o cabelo com força e afastava mais as pernas, observou-o a descer, afastando a saia do seu caminho, beijando o interior das coxas deixando um rasto de saliva, deixou-se levar fechando os olhos, aguardando o prazer de ser invadida e chupada por aquela boca louca. Não teve de esperar muito, sentiu primeiro a língua a passar de cima a baixo ao lado da penugem, provocando-a aos poucos, prolongando a intensidade, beijava delicadamente aqui e ali nunca tocando no seu sexo, somente percorria as redondezas de forma sábia, Sem se aperceber Maria apertou os cabelos com mais força, crescia a excitação, queria aquela língua rapidamente, sentiu a barba a raspar na sua penugem húmida, estava sedenta de tesão, tentou abrir mais as pernas oferecendo-se para ele. Foi então invadida por um mar de prazer, deixando-se afogar na maré de tentação que lhe devastava o corpo, explodia de calor, o desconhecido lambia somente o lábio externo esquerdo, calmamente, saboreando-o nos seus lábios, chupando-o somente a ele, Maria sentia pequenas puxadas vindas daquele local específico não conseguindo parar de gemer, a sua hábil língua subia e descia naquele ponto, explorando cada recanto, descobrindo cada esconderijo. Sentiu o mesmo efeito do lado contrário quando a seu lábio direito recebeu o mesmo tratamento, lambidelas suaves e prolongadas, conseguindo sentir o lábio a desaparecer no interior da boca do gajo, era sem dúvida o minete da sua vida. O desconhecido explorou então o interior do seu sexo, levando a boca a sondar os seus lábios interiores, tocando-os com a ponta da língua, aumentando e baixando a intensidade dos movimentos, Maria já tremia, descontrolando os seus movimentos, estava a ficar ofegante, soltou um grito mais alto quando experimentou a língua a percorrer o seu canal rosado de cima a baixo, desde a ponta do clítoris até à entrada, como sabia bem. O desconhecido prolongou-se a sorver o seu suco atacando em seguida com as mãos, abriu com os polegares os lábios externos, afastando-os ao máximo, expondo o seu interior, o clítoris brilhava totalmente preenchido com saliva, que vista maravilhosa. Presenciou Maria, que deitada nas caixas se deleitava com os olhos fechados, assaltou a pequena saliência com mestria, primeiro passando suavemente com a ponta da língua, excitando-o, fazendo-o crescer de tesão, fez pequenos círculos em volta no sentido contrário aos ponteiros do relógio, beijo-o uma vez, duas vezes, três vezes… chupou-o então vigorosamente, saboreando-o no interior da sua boca ao mesmo tempo que ouvia Maria a gemer ofegante. A sua língua massajava-o de forma ritmada, estava deliciado. Retirou então a mão direita, segurando e abrindo os lábios somente com a mão esquerda, estava completamente húmida. Ao mesmo tempo que sentiu a língua do desconhecido a regressar ao clítoris foi invadida por um calor interno, um dos dedos do gajo abria caminho pelo seu interior de forma habilidosa, sentiu-o a penetrar bem fundo, remexendo dentro de si. A esse dedo rapidamente se juntou outro, assim ficou mais aconchegada perdendo ao mesmo tempo controlo pela sua respiração, o vai vem constante de dedos misturados com as aventuras dos lábios no clítoris fê-la perder o norte, estremecendo a cada estocada, ofegando a cada penetração rápida e funda, sentiu de imediato a conhecida sensação de exuberância, contorcia-se cada vez mais, não ia conseguir aguentar muito mais…

- Hummm, não pares… não pares agora…
- Vais-me fazer vir… Ohh foda-se…

Maria bem tentou aguentar mas acabou por se vir, largando os cabelos do gajo, agarrando-se às caixas de madeiras como se não houvesse amanhã. As suas pernas balançavam e tremelicavam enquanto o seu corpo era invadido por sensações conhecidas, uma tensão de energia e de prazer circulava por todas as suas veias saciando a sua ansiedade que tinha sido prolongada até ao momento. Queria mais e foi então que ouviu as palavras mágicas.

            - Vira-te para mim…

Continua...

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3 comentários

  1. Maria, sempre Maria... plena de desejo, mulher sensual!

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  2. Menina

    Sempre plena de desejo, luxuria e intencionalidade, a Maria é mesmo assim... Espero por palavras tuas em breve. Arranja tempo para os teus leitores...
    Beijo

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  3. Olha lá, sendo o rapaz bem munido, e segundo descrição muiiiito bem munido, "fazer desaparecer o sexo no fundo da sua garganta" é uma tarefa e pêras...!!!! É preciso alguma ginástica e savoir faire... ;))
    hehehe
    Pronto, este coment foi só para javardar!

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