Diário de Maria

O Banho

novembro 26, 2010Ricardo Santo

Imagem roubada daqui


Maria fez o trajecto de volta a casa o mais depressa que conseguia, o vento soprava forte e as nuvens cinzentas ameaçavam fazer chover em breve. As suas coxas estavam completamente geladas devido ao vento, tinha de andar e segurar a saia de ganga ao mesmo tempo, a última coisa que queria ter naquele momento era as vizinhas a cochichar sobre as suas partes íntimas, não suportava a ideia. Meteu a chave a porta entrando de rompante, ouviu barulhos vindos da cozinha e um cheiro conhecido no ar, bacalhau sem dúvida. 

- Então filha já chegaste a casa? Como correu o exame?
- Exame? Há sim o exame, correu sim, vai dar para passar de certeza.
- Fico contente, já era hora das coisas te começarem a correr bem. Mas olha para ti querida, com este frio e nem casaco tens vestido, que fizeste a esse cabelo?
- Ohh mãe lá estás tu, eu estou bem, só deixei a gabardine no carro.
- Então vai tomar banho que eu estou aqui a terminar o bacalhau com natas que tanto adoras, depois vamos comer que eu quero ir ver as novelas da TVI.
- Estás muito bem-disposta hoje, aconteceu algo de especial?
- Especial? Não, só consegui sair mais cedo, tinha umas horas feitas a mais da semana passada lá na loja, aproveitei para ir ao supermercado.
- Sim fizeste bem, eu vou subir então e não me demoro…

Que cabra, como podia mentir-lhe de forma tão descarada? Mal ela sabia que há poucas horas Maria tinha estado em casa a espiar as suas intensas aventuras. Subiu as escadas em direcção do quarto e rapidamente se lembrou dos seus próprios devaneios no café pois o seu rabo latejava a cada degrau subido, aguenta e não chora pensou para si. Pousou a mala em cima da cadeira e retirou o telemóvel, tinha recebido uma SMS da Sandra, Querida onde te meteste a tarde toda? Procurei-te por toda a faculdade. Logo combinei um cinema com o João, ele vai trazer um amigo, diz que é engraçadito, vamos os quatro ver O Americano com o Clooney, estreou ontem. Passas por aqui para me apanhar? Temos sessão às 00:20h não conseguiram para mais cedo. Beijos. Bolas só lhe faltava mesmo aquilo, ir aturar um gajo que não conhecia de lado nenhum, provavelmente uma imitação rasca do João, namorado da amiga, que até não era nada de se deitar fora, pelo menos sempre se contentava com o gato do George Clooney no grande ecrã. Respondeu ao SMS referindo somente que a apanhava em casa perto da meia-noite, o que desejava agora mesmo era um banho quente e relaxante, tinham sido emoções a mais por uma tarde, primeiro no parque de estacionamento e agora há pouco no café da esquina, de certeza que nunca mais lá metia os pés depois das aventuras de hoje. Pegou na toalha de banho e foi direita à casa de banho. Olhou-se prolongadamente ao espelho, estava de facto num pranto, aquele cabelo não tinha ponta por onde se pegar e à muito que o batom tinha saído dos lábios, não admirava que a mãe tivesse reparado. Abriu a torneira da água quente enquanto começou a abrir o fecho da saia deixando-a cair no tapete. Ia imediatamente para lavar, estava completamente badalhoca, cheia de sémen e fluidos seus por todo o lado. Olhou-se com atenção, as suas pernas e coxas também não tinham melhor aspecto depois das aventuras recentes. Descalçou uma bota, depois a outra retirando em seguida as meias, já estava na altura de fazer a depilação, não gostava muito de ver pelos espalhados pelo seu corpo. Sentou-se na ponta da banheira e retirou do pequeno armário uma embalagem de Veet para o duche. Antigamente fazia a depilação com uma prática gillette mas desde que tinha descoberto aquele produto inovador não queria outra coisa. Aplicou o creme branco com sabedoria na perna esquerda, até perto dos joelhos efectuando depois o mesmo processo à perna direita. Somente necessitava de fazer depilação a meia perna, a sua parte superior sempre foi muito pouco povoada de penugem. Enquanto esperava mais ou menos pelos três minutos da coisa retirou a camisola cheirando-a em seguida, ainda continha o cheiro do macho que a tinha penetrado há poucos minutos, ele suara como louco por cima dela. Retirou depois o soutien push-up deixando-o cair junto da saia, exibindo o seu belo peito desnudo. Adorava de uma forma particular as suas mamas e estava cada vez mais excitada nesse local, sentia hoje em dia um prazer descomunal quando eram trabalhadas de forma hábil. Só de pensar começou a sentir um formigueiro interno no seu ventre, mais uns pensamentos intensos e estava pronta para subir paredes. 
     
Maria virou-se para dentro da banheira pegando na pequena espátula cor-de-rosa que acompanha habitualmente a embalagem. Aos poucos e poucos foi retirando pedaços de creme das pernas e passando pela água quente. Fazia movimentos leves mas ritmados no sentido contrário do crescimento dos pelos, tinha de se apressar para não deixar o creme actuar em demasia. Terminando a tarefa olhou o resultado do seu trabalho com olho cirúrgico, inspeccionando cada recanto que tenha escapado. Ao passar água nas pernas sentiu-se satisfeita com o trabalho realizado, observou em seguida o seu sexo de prazer, a leve penugem já estava a crescer, em breve teria de lhe dar o mesmo tratamento. Levantou-se fechando a cortina vermelha atrás de si. Mexeu no manípulo fazendo trocar o caminho da água que escorria agora pelo seu cabelo, deixou-se ficar alguns segundos recendo o líquido quente no seu corpo, adorava sentir os jactos a atingirem a parte de trás do seu pescoço, aquecendo-lhe intensamente o corpo, massajou os seus caracóis ao mesmo tempo que fechava os olhos, sentiu pena de em breve deixar de ter o cheiro do estranho no seu corpo, não tinha outra solução, não dava como evitar. Massajou em seguida o seu corpo de cima a baixo passando água em todas as saliências femininas, aos 23 anos adorava o seu corpo, era extremamente sensual e só tinha de aproveitar esse facto da melhor forma. Passou um pouco de champô pelos seus cabelos que agora lhe escorriam até meio das costas, a espuma deslizava pelo seu corpo, abatendo-se numa uma cascata pelos seus seios e perdendo-se no seu sexo. Enquanto esfregava o cabelo o desconhecido do parque de estacionamento regressou-lhe ao pensamento, podia ter acabado de dar uma grande foda com o amante da mãe mas o outro cabrão mexia com ela de uma forma bem diferente. Imaginou a invasão que lhe tinha feito no início da tarde, conquistando o seu corpo no escuro parque subterrâneo. Não bastou muito para que as suas mãos deixassem de massajar o cabelo para atacarem os seus erectos mamilos, sentiu-se novamente uma depravada, só pensava em luxúria. A água quente que escorria somente servia para acender ainda mais o fogo que já imanava do seu interior. As suas mãos estavam bem cheias apertando os seios redondos, deliciando-se a brincar com os mamilos nos nós dos dedos, desejou que o estranho a invadisse naquele momento no meio daquelas quatro paredes. Desceu lentamente a mão direita até à sua barriga, massajando e bailando a ponta dos dedos junto do umbigo, intensificando o crescente ardor que a contraia. Não suportou mais a ideia, as suas mãos eram agora controladas à distância pelo desconhecido, ele tinha o comando remoto. Invadiu o seu sexo sem pudor, estava desejosa, apoderou desenfreadamente os lábios internos com os dedos, percorrendo a pequena linha até ao seu interior. Dobrou ligeiramente um dedo e penetrou-se, depois outro, dois dedos dentro de si massajando o seu interior que incendiava a cada movimento. Aventurou-se a introduzir um terceiro dedo ao mesmo tempo que começava a gemer baixinho, sabia perfeitamente onde se tocar, há vários anos que tinha aprendido a ter prazer sozinha e não tinha qualquer problema com a situação. Com três dedos voadores a deslizarem pelo seu buraco massajou o clítoris com o polegar de forma sábia, o dedo conhecia perfeitamente o habituado trajecto. As contorções do corpo sucediam-se a cada penetração, abriu mais as pernas desejosa de sentir novamente as suas veias invadidas pelo tórrido deleite, imaginou os dedos do desconhecido a invadir-lhe aquele local, deliciou-se por alguns minutos. Foi então que se lembrou da escova, a sua bela companheira de prazer. Abriu os olhos e retirou do armário uma escova de cabelo cujo cabo fazia autênticos milagres. Era feito de plástico, cinzento, nem muito grosso nem muito estreito com um tamanho muito jeitoso para a ocasião. No entanto o que mais adorava no objecto eram umas estrias algo salientes e onduladas que percorriam o cabo de ponta a ponta, fazia verdadeiros milagres e certamente o chinês que a criou nem imaginou os segundos sentidos que se podiam dar à coisa. Pegou na escova e colocou-se de quatro na banheira, adorava sentir a água quente a bater nas suas nádegas, bem precisava para relaxar das estocadas que tinha apanhado naquela tarde. Apoiou-se somente com o braço esquerdo levando a mão direita a passar por debaixo do corpo, aproximou o fundo do cabo da entrada do seu sexo e engoliu de uma só vez o volumoso objecto no seu interior. Adorava sentir aquela vibração inicial de uma estocada só, palpitava com as estrias a roçarem nas bordas do seu buraco. Gemeu à grande na posição de canzana enquanto a sua mão fazia o vai vem que tanto adorava, aumentou a velocidade das estocadas ao mesmo tempo que arfava no meio da banheira. O cabo era sempre pequeno demais para o seu anseio batendo vertiginosamente contra o início da escova, lembrava-se sempre que tinha de pedir à mãe uma escova com um cabo maior. Penetrou estocadas intensas, ritmadas, umas a seguir às outras como se não houvesse amanha até não ser mais possível aguentar a situação sendo invadida por um jacto de prazer. Veio-se deliciosamente, deixando-se cair na banheira, contorcendo-se interiormente ao mesmo tempo que a água quente a invadia, estava um calor abrasador naquele local. Adorava o seu vibrador e o ovo com comando que tinha guardado no quarto mas aquele cabo sabia perfeitamente para a satisfazer. Deixou-se ficar deitada por momentos, sentindo a nostalgia da bela tarde passada nos braços de dois desconhecidos, sentiu-se puta mas acima de tudo era mulher e adorava viver a vida. Quase que adormecer enquanto relembrava pequenos apontamentos das suas aventuras sexuais sendo acordada da volúpia por um berro descomunal da mãe a chama-la para jantar…


Fim

You Might Also Like

7 comentários

  1. Sem dúvida nenhuma, a Maria goza bem, um dos melhores prazeres desta vida... Ela sabe como tirar partido das situações. E tenho um feeling para a parte do cinema ;) Ler-te faz com que eu própria imagine o que se vai passar a seguir, Can wait for it

    Beijo doce em si

    ResponderEliminar
  2. maria faz o que há de melhor... rsrsrs



    bjs meus

    ResponderEliminar
  3. Menina S

    Obrigado pela visita é sempre muito bem vinda a este cantinho delicioso. Vamos então esperar para saber o que vai acontecer a seguir na vida atribulada desta Maria, quero sentir esse feeling a seguir...
    :P

    Beijo Spicy

    ResponderEliminar
  4. Menina Fê

    Obrigado pela visita e pelo comentário.
    Espero que continues a acompanhar os devaneios desta garota excitante. Logo logo vai haver continuação.

    Beijos

    ResponderEliminar
  5. Tu és provocador... e escreves divinamente.

    ResponderEliminar
  6. Quando publicares o cinema e eu o ler vais saber qual é o meu feeling a cerca do assunto. Aposto que estou certa no que penso, mas se não estiver serei adulta para o admitir também

    Spicy kiss

    ResponderEliminar
  7. Uma sensibilidade e toque nos detalhes fenomenal a tua... raro, e (muito) apreciado!

    Beijo libertyo

    ResponderEliminar

Popular Posts

Tumblr

Contact