Diário de Maria

O Elevador

novembro 16, 2010Ricardo Santo



Maria saiu da faculdade já passava das 14:00h, tinha almoçado com as amigas na cantina e tinha dispensado a tarde de estudo com elas na biblioteca. Tinha um assunto deveras importante para fazer, ir ao Chiado procurar o desgraçado que a andava a deixar doida. Estava muito satisfeita por o exame de matemática ter corrido bem, finalmente tinha-se visto livre da aborrecida cadeira que tinha deixado pendente do ano anterior. Ao início estava um pouco céptica sobre o resultado final, sabia que não tinha estudado o suficiente, especialmente nos últimos dias, o seu pensamento estava ocupado por outras coisas, bem mais interessantes. Entrou no Opel Corsa e saiu a voar do estacionamento do Parque das Nações rumo à baixa da cidade. Passado algum tempo estava finalmente à porta do parque de estacionamento da praça Luís de Camões. Tinha apanhado algum trânsito até ao local pois ainda chuviscava um bocadinho. Antes de entrar no parque sondou as redondezas procurando o desconhecido, apesar de não haver muita gente na rua aquela hora não reconheceu ninguém. Retirou o bilhete da máquina e desceu ao piso -1, após alguns instantes chegou à conclusão que não tinha lugar livre para estacionar, desceu os dois pisos seguintes com o mesmo resultado até que conseguiu encontrar um buraco no final do piso -4. Olhou no espelho retrovisor, não se via ninguém, o parque naquele local estava completamente deserto, aproveitou para retocar o batom. Vestia uma camisola preta muito justa de lycra da Guess que salientava o farto peito. O soutien push-up que tinha colocado naquela manhã ainda salientava mais o volume. Por baixo vestia umas cuecas vermelhas fio dental e uma saia de ganga curta que chegava a meio da perna. Usava também umas botas pretas de cano alto até perto do joelho que a mãe lhe tinha comprado no início da estação. Saiu do carro vestindo em seguida a gabardine preta habitual, raramente prescindia dela quando chovia, deslizou pelo parque de estacionamento até encontrar o elevador, recusava-se a subir quatro pisos de escadas. Quando o elevador abriu quase morreu de susto, o seu coração batia de forma descontrolada e as pernas começaram a tremer, o desconhecido estava simplesmente sozinho dentro do elevador. Sentiu-se aterrorizada com a eventualidade, tinha esperança de encontrar o vulto mas não assim e muito menos na actual situação. Ficou petrificada a olhar nos intensos olhos castanhos e por momentos sentiu a temperatura a elevar-se no interior do seu corpo, sem saber se deveria entrar no elevador ou não. Não teve de esperar muito pela resposta pois o desconhecido pegou-lhe na mão puxando-a para dentro da cabine. Pasmada com a situação Maria não conseguiu produzir nenhuma palavra ficando à mercê do estranho, este clicou num dos botões do elevador sem que se conseguisse aperceber para onde estavam indo. As suas mãos tremiam agora fechada dentro da cabine, a sua boca tentou produzir algo parecido com um som quando se apercebeu que estava a descer mas não teve qualquer hipótese, o vulto se aproximou dela, bem pertinho e beijou-a sem proferir qualquer palavra. Maria ficou reacção, não sabia o que fazer, lentamente a sua boca começou a corresponder aos avanços dele, era mais forte do que ela, mesmo que agora quisesse parar e afastar o vulto era impossível, sentiu os seus lábios quentes nos seus, sorvendo lentamente, saboreando o gosto da língua envolvida na sua, estava a adorar. Enquanto o elevador ia descendo a intensidade aumentou, sentiu novamente forças nas pernas e braços puxando o desconhecido para junto de si, as mãos dele navegavam agora pelo seu cabelo e pescoço, sentia a sua língua a invadir o interior da sua boca, sedenta de prazer, deixou-se ir na luxúria beijando-o apaixonadamente como se não houvesse amanhã. De repente o elevador parou, nem sabia onde estava, guiada pela mão do desconhecido saíram da cabine para o parque de estacionamento, estava muito escuro e totalmente deserto, pensou por momentos se seria algum piso subterrâneo que estivesse fechado ao público, ou em obras, não se via absolutamente nada a não ser a luz da cabine e algumas luzes de segurança. Saíram para o escuro.

- Pára, quem és? Diz-me… Diz-me… 
- Não interessa quem sou, não necessitas de saber.
- Claro que necessito, vá diz-me, quero saber, porque me trouxeste para aqui?
- Falas demais garota, porque questionas algo para a qual sabes a resposta?

Maria sentiu-se encostada à parede, conseguia notar o frio nas suas costas, as pernas a voltaram a tremer, por momentos pensou que algo de mal lhe pudesse acontecer, ouvia-se tantas histórias, mas agora era tarde de mais, sentia-se totalmente rendida e afinal de contas foi para isto mesmo que ali tinha ido naquela tarde. Sentiu o vulto a aproximar-se de si, não o conseguia ver bem no meio de tanta escuridão, sentiu as mãos dele nas suas, bem agarradas, como se tivesse acorrentada, lentamente colocou-lhe os braços atrás das costas, sentindo as mãos a roçar na parede fria. Conseguia sentir o seu coração acelerado, como se quisesse sair pela boca, foi então atacada pela língua dele no seu pescoço, conseguia sentir o intenso calor a cada passagem apetitosa pela sua orelha, gemia baixinho de prazer, estava a entrar em transe. Acabou por fechar os olhos e deixar-se levar, o desconhecido lambia e chupava-lhe a orelha de forma ágil, sentia-se a derreter por cada beijo quente, sentiu a sua camisola de lycra a ficar colada ao corpo e a excitação a crescer no interior do seu corpo. Não aguentou mais e procurou a sua boca beijando-o intensamente, tentou retirar as mãos de trás da costas, ele não deixou mantendo-as bem presas, sinal de quem mandava na acção. Deixou-se invadir por aquele momento, o sonho da última noite ainda a atormentava e estava mesmo a precisar de algo real. Sentiu as mãos do desconhecido a abrirem a sua gabardine, apesar de não conseguir ver a 100% notava os seus olhos castanhos a invadirem-na, desejando-a. Enquanto era beijada sentiu uma mão a subir na sua perna, suavemente, somente as pontas dos dedos deslizavam para dentro da sua saia de ganga. Estava agora ofegante, conseguia perfeitamente sentir o suor a escorrer pelo seu corpo tenso, o desconhecido invadiu a sua cuequinha, vagarosamente, começou por sentir a lycra encharcada e a leve penugem no topo, alguns pelos espetados picavam saindo da lycra, Maria sentiu os dedos a quererem explorar o seu interior, estava repleta de desejos, tórrida de vontade de se entregar. 

- Isto é tudo desejo? Estás a ferver aqui em baixo.
- A culpa é tua cabrão, fazes-me ficar toda molhada, foda-se.
- Ainda não viste nada, espera até te fazer vir.
- Quero ver isso…

Maria abriu um pouco mais as pernas, estava com uma tesão enorme, sentiu perfeitamente os dedos do estranho a desviar lentamente a sua cueca para o lado, massajando lentamente a sua penugem, navegando aos poucos e poucos pelo seu suco, gemeu intensamente no escuro quando um par de dedos mergulhou dentro dela, delirou, estava pronta para o receber. Invadida pelos dedos navegou na onda de prazer, aproveitou cada gota de luxúria, gemeu ofegantemente por mais a cada penetração na sua ratinha tesuda. Por breves momentos sentiu o vulto retirar os dedos, que se passará? Imediatamente a seguir estava a provar o seu próprio néctar, chupando os dedos do desconhecido que lhe percorriam a boca e lábios sedentos de obscenidade. Chupo-os com vigor, sôfrega pelo seu suco quente que gotejava pelos dedos. Já nem sentia a parede fria atrás de si, estava completamente em transe e mais ficou quando sentiu os lábios a serem preenchidos pelos do competidor. Tentou soltar algumas palavras, saíram-lhe atabalhoadas.

- És completamente doido, não tens esse direito, porque me fazes isto? Não obteve resposta, somente ouvir no ar mais um pequeno gemido vindo do seu interior.
            - Humm, como sabe bem, beija-me o pescoço, foda-se estou cheia de tesão.
            - Quero mais…

Notou então a sua saia a subir até à cintura, o vulto subiu lentamente a ganga aproveitando para percorrer o sensual corpo de Maria. Sentiu a lycra húmida a deslizar nas pernas e a sair de entre as nádegas exibindo na noite a sua gruta de prazer. Os dedos conhecedores regressaram ao local do crime, massajando primeiro bem o tapete ensopado brincando suavemente em volta dos lábios grandes. Sentiu pressão junto do seu clítoris, tremendo um pouco as pernas aos sentir a exploração daquele local remoto do seu corpo. Foi então que sentiu um dos dedos a navegar para a entrada da sua ratinha, não entrou, ficou simplesmente ali à entrada, massajando a saliência em volta, deslizando os seu dedo maroto, deixando-a furiosa por não se estar a conseguir aguentar. Como podia ele saber que tinha tanto prazer naquela zona especifica? Contorceu-se com as guinadas que imanavam do interior seu corpo, as suas pernas tremelicavam, tentando fechar-se, a sua respiração estava ofegante, o seu coração pulava de prazer, não iria aguentar muito mais tempo, sabia tão bem…

            - Não pares… Pediu de forma carinhosa
            - Hummm, estou-me quase a vir para ti…  Quase…
            - Vem-te, estou à espera. 

Maria não aguentou mais e acabou por atingir o orgasmo de forma desmedida, gemeu alto num som agudo que se prolongou por todo o parque de estacionamento. Sentiu-se a deslizar pela parede, sem forças, as suas pernas não respondiam por si, tremiam e contorciam-se à medida que o intenso fogo escalava o seu corpo. Nunca ninguém lhe tinha conseguido dar um orgasmo tão perfeito, nem sequer lhe tinha tocado no clítoris, maravilhoso. Sentiu o estranho a ampara-la, abraçou-o e beijo-o ardentemente. Com as mãos voltou a descer a saia aproveitando para apertar o seu rabinho firme. Baixou-se até junto das pernas, agarrou a cuequinha e fez ela passar por uma perna, depois a outra, Maria não estava a entender, porque razão queria ele retirar-lhe as cuecas? Será que a ia penetrar ali mesmo no escuro? Desejou que sim com todas as suas forças mas então observou-o a tocar no botão para chamar o elevador.

            - Que fazes? Porque chamas-te o elevador?
            - Está na hora de ires, já estás satisfeita por agora.
            - Diz-me quem és gajo, por favor, tens de me dizer após o que me fizeste.
            - Não necessitas de saber quem sou, não sou ninguém.

Uma pequena luz invadiu o recanto escuro onde se encontravam, a cabine do elevador tinha chegado. O vulto conduziu-a ao interior beijando-a em seguida na boca, estava a ferver de calor, clicou para o piso -4 e quando a porta se estava prestes a fechar abandonou o interior, mantendo-se do lado de fora. Maria espantada olhou intensamente nos seus olhos castanhos mas somente conseguiu observar um breve sorriso na sua cara, canalha. Ao subir o elevador olhou-se ao espelho, estava totalmente desfigurada, os seus caracóis volumosos estavam num pranto, tinha a camisola toda colada ao corpo suado. Sentindo-se satisfeita tentou compor-se um pouco, afastando os cabelos colados do pescoço, arranjando a gabardine até que se lembrou de um pormenor, o gajo tinha-lhe ficado com as cuecas, ohhh foda-se.




Fim

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10 comentários

  1. Adicionei-a no meus links.
    Virei cá ler as histórias de Maria, com mais tempo.
    Obrigado pela visita ao desejo.

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  2. Uma vez que o banner diz para ler de baixo para cima, o fiz, e devo dizer que me prendeu a atenção, sem duvida.

    Irei continuar a ler...

    Grata pela visita.

    Beijo libertyo

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  3. Muitos parabéns :)

    E muito obrigado pela visita.. Eu ando sem tempo nenhum para a blogosfera, mas vou deitando cá para fora o que vou podendo.

    Gostei do que li, passarei mais vezes.

    Beijo Santo Diabinho ;)

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  4. Desejo
    Obrigado pela visita, espero que continues a ter algum tempo livre para me visitares.
    Eu continuarei a seguir-te com atenção...
    ;)

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  5. Libertya és sempre bem vinda e espero que continues a acompanhar as aventuras da Maria. Vai aparecer novo post em breve ;)
    Obviamente que vou continuar a explorar o vosso cantinho...
    Beijos

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  6. Menina Doce Veneno obrigado pela sua visita e por se entreter nas fantasias da Maria. Em breve terei novo post mas isto não é nada fácil escrever histórias na pele de uma mulher sendo eu homem ;)
    Ficarei à espera então dos teus devaneios para os ler e me perder neles...
    Beijos

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  7. Gosto de me sentir latejar de tanto desejar alguém.

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  8. Desejo Evidente
    Espero que o latejar seja intenso, palpitante e que te esteja a tirar o controlo :P
    Obrigado pela visita
    Beijos

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  9. Chego à conclusão de que o Estranho é um mundo.

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  10. Paixão

    Bem-vinda de volta.
    O Estranho é um mundo que merece ser explorado e invadido, saboreado pelas palavras e acções...

    Beijo

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